Atividades de formação de palavras e categorias lexicais

estudosRecentemente trabalhei com meus alunos em sala de aula algumas questões de formação de palavras. Revisávamos os processos de formação e, depois, as categorias lexicais. Estudamos os substantivos e adjetivos inicialmente. Como temos a possibilidade de usar projetor em sala de aula, levei estas questões que, projetadas, possibilitavam um ganho de tempo e economia em xerox. Espero que ajude você também a montar suas avaliações e litas de exercícios preparando seus alunos para os vestibulares de fim de ano ou avaliações bimestrais.

Temas para exercícios de redação

Estes são cinco temas que podem ser trabalhados nas aulas anteriores ao Enem como forma de estimular o pensamento crítico e de praticar a escrita. Quem está se preparando para o Enem deve, sim, usar todos os recursos que puder ao longo dessa fase que culminará na prova no final do ano. Uma das maneiras de revisar os conteúdos e que tenho indicado para meus alunos são as aulas do descomplica. Alguns me perguntam se o Descomplica funciona mesmo e posso afirmar que, mesmo sendo professor, tenho usado para preparar melhor minhas aulas. Caso queira conhecer, clique no banner abaixo.

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1. Agora vamos treinar. Sugerimos cinco temas para os quais você deverá compor títulos (um para cada um deles). Lembre-se de que este título deve ser bem menor que o tema dado:

a) Alguns segmentos da produção agrícola voltam-se atualmente para o mercado externo, alcançando considerável sucesso.

b) Os conflitos que ocorrem entre judeus e algumas nações da Península Arábica contribuem para abalar ainda mais a frágil estabilidade daquela região.

c) Neste país seria necessário que promovessem a alfabetização de adultos, para que eles se sentissem mais integrados à comunidade.

d) Os movimentos grevistas são fruto da insatisfação de uma grande parcela de nossos trabalhadores.

e) A construção de uma sociedade democrática é dever de todo cidadão brasileiro.

Você percebeu que no exercício anterior tínhamos o assunto, uma delimitação e um posicionamento pessoal acerca do assunto? É assim que vamos montar o parágrafo-padrão no próximo exercício.

2. Neste segundo exercício, você deverá compor temas para os títulos fornecidos. Não se esqueça de que eles devem ser orações completas (incluindo ao menos um verbo), nas quais você fará uma afirmação, como já foi mostrado anteriormente:

a) O vestibular e o despreparo da maioria dos jovens

b) O trabalho e a realização pessoal

c) A inflação

d) A importância do lazer

e) Nossa nação e a dívida externa

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Avaliação sobre Modernismo e Orações Adjetivas

Avaliação sobre Modernismo e Orações AdjetivasEsta é uma avaliação, amigos, que usei numa de minhas provas de terceiro ano do Médio. Sempre procuro intercalar questões objetivas com as dissertativas, pois como não dou prova de redação, acabo avaliando os alunos pelos exercícios específicos de Produção de Texto e, nas provas, pela clareza, concisão e conteúdo das respostas dissertativas. Geralmente faço o gabarito ali na hora da correção, por isso não tenho para repassar para vocês. espero que aproveitem. Vou compartilhar outras atividades como esta futuramente no blog como forma de ajudar, inclusive, os alunos que farão a prova do Enem.

Como a redação do Enem é avaliada

A nota da redação, variando entre 0 (zero) e 1000 (mil) pontos, será atribuída respeitando-se os seguintes critérios de avaliação:

  1. Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
  2. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das varias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
  3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
  4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
  5. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Como trabalhar o tema da redação do Enem

fundaplub-medo-vestibular-668x313Nos últimos anos, a proposta de redação do Enem tem sido apresentada da seguinte maneira na prova:

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O MOVIMENTO MIGRATÓRIO PARA O BRASIL NO SÉCULO XXI, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos.

Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Note, então, alguns outros pontos interessantes, além daqueles que já trabalhamos:

  • Em geral, há textos motivadores para nos auxiliar a entender o tema apresentado e a abordá-lo de forma criativa.
  • Devemos utilizar os conhecimentos construídos ao longo de nossa formação, construindo uma visão crítica sobre a questão em análise.
  • É exigida uma proposta de intervenção (que respeite os direitos humanos) para aquele problema apresentado.

Para que construamos uma redação completa, é fundamental adotarmos algumas estratégias. Trata-se de algo fundamental para que percamos "o medo do papel em branco", tão terrível para a maior parte dos candidatos:

  • Se a redação do Enem parte de uma situação-problema, é fundamental, primeiro, definir o problema da questão. Nem sempre é fácil conseguir isso. Pense, por exemplo, num tema como o da prova anulada 2009: "A valorização do idoso". É fácil perceber que a expressão "valorização do idoso" não traz, em si, nenhum problema explícito. A análise da coletânea, no entanto, permitia que deduzíssemos certo descaso da sociedade com a população que pertence a esse segmento. Portanto, a visão que o candidato deveria ter sobre o tema seria sobre a dificuldade da valorização do idoso.
  • A partir daí, cabe-nos pensar nas origens desse problema. Que razões de ordem histórica, social, econômica, política e cultural poderiam nos ajudar a compreender a existência desse problema? Nesse momento, é muito importante que o candidato acesse os conhecimentos desenvolvidos ao longo de sua formação acadêmica para dar profundidade e consistência à reflexão produzida.
  • Também é muito importante investigar as consequências dessa questão, entendendo, assim, como o ser humano tem reagido a esse problema, refletindo sobre as limitações que ele provoca e sobre a relevância social de sua eliminação.
  • Ao compreendermos a questão em análise, podemos construir uma proposta de intervenção, buscando alguma forma viável (concreta) de amenizar ou eliminar as dificuldades impostas por ela. Ninguém espera que, em apenas uma hora, o candidato seja capaz de desenvolver um projeto detalhado de ação: busca-se, na verdade, verificar se há no redator do texto uma postura ativa e crítica em relação à situação-problema apontada.

Atenção:
Não se deve, em hipótese alguma, copiar trechos da coletânea na redação. Ela deve servir como fonte de reflexão e inspiração, apenas.

O tipo de tema na redação do Enem

Segredos do Enem (12)As características específicas do modelo de cobrança do Enem revelam bastante sobre o tipo de abordagem que é exigida do candidato. No edital publicado no começo deste ano, o Inep manteve sua referência tradicional ao tipo de produção textual a ser exigido do candidato.

Como nos anos anteriores, a proposta da Redação do Enem será elaborada de forma a possibilitar "que os participantes, a partir de uma situação-problema e de subsídios oferecidos, realizem uma reflexão escrita sobre um tema de ordem política, social ou cultural, produzindo um texto dissertativo-argumentativo em prosa".

Já vimos as características fundamentais do texto dissertativo-argumentativo nas aulas anteriores. O que, então, poderíamos apontar como especificidades do Exame Nacional do Ensino Médio?

Perceba que será solicitada ao candidato uma reflexão escrita sobre tema de ordem política, social ou cultural, a partir de uma situação-problema. Isso significa que sua redação versará sobre algum assunto relevante, presente de forma objetiva (concreta, visível) no seu cotidiano, exigindo de você uma postura crítica. A análise de alguns dos temas não deixa dúvida sobre isso. Veja:

  • 1998: "Viver e Aprender"
  • 1999: "Cidadania e participação social"
  • 2000: "Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?"
  • 2001: "Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?"
  • 2002: "O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita?"
  • 2003: "A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?"
  • 2004: "Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?"
  • 2005: "O trabalho infantil na realidade brasileira"
  • 2006: "O poder de transformação da leitura"
  • 2007: "O desafio de se conviver com a diferença"
  • 2008: "Preservação da Floresta Amazônica"

Atenção:
Nesse ano de 2008, a redação do Enem fugiu do padrão apresentado em todos os outros anos. Além da proposição de tema, a prova sugeria ao candidato três possibilidades de ação, para que o candidato ressaltasse suas possibilidades e as limitações:

- a suspensão completa e imediata do desmatamento na Amazônia até a identificação de áreas exploráveis de maneira sustentável;
- o pagamento a proprietários de terras para que deixem de desmatar a floresta, utilizando-se recursos financeiros internacionais;
- o aumento da fiscalização e a aplicação de pesadas multas àqueles que promoverem desmatamentos não autorizados.

  • 2009 (prova válida): "O indivíduo frente à ética nacional"
  • 2009 (prova anulada):"Valorização do idoso"
  • 2010: "O trabalho na construção da dignidade humana"
  • 2011: "Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado"
  • 2012:“Movimento imigratório para o Brasil no século XXI"

Exercício com gabarito comentado – Curso Online

miniatura-acabe com suas dificuldades ortográficasEste é um exemplo de exercício que tenho publicado lá na plataforma do curso Português Pra Passar. mais que simplesmente apresentar as questões e suas respectivas alternativas, tenho elaborado e formatado algumas respostas que ajudarão aqueles que não querem simplesmente saber qual é a alternativa correta, mas também saber o porquê da escola. dessa forma, ao final dos exercícios o aluno sempre encontrará ao comentário dos mesmos. No curso, além dos exercícios como estes e divididos por nível de dificuldade, há todo um conteúdo teórico e prático sobre Literatura e redação. Este módulo, o de Redação, é um curso à parte. tudo que você precisa saber para entender como é feito um texto nota 1000 no Enem está lá. Caso queira conhecer ao conteúdo do curso, acesse a página clicando no botão abaixo.

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Exercício de interpretação comentado

Os animais que eu treino não são obrigados a fazer o que vai contra a natureza deles.

(Gilberto Miranda, na Folha de São Paulo, 23/2/96)

1) O sentimento que melhor define a posição do autor perante os animais é:

a) fé
b) respeito
c) solidariedade
d) amor
e) tolerância

2) O autor do texto é:

a) um treinador atento
b) um adestrador frio
c) um treinador qualificado
d) um adestrador consciente
e) um adestrador filantropo

3) Segundo o texto, os animais:

a) são obrigados a todo tipo de treinamento.
b) fazem o que não lhes permite a natureza.
c) não fazem o que lhes permite a natureza.
d) não são objeto de qualquer preocupação para o autor.
e) são treinados dentro de determinados limites.

Gabarito dos exercícios

1) Letra b

O autor demonstra respeito pelos animais, no momento em que não os força a fazer coisas para as quais sua natureza não está preparada. Ou seja, ele respeita os limites de cada um. Não se trata necessariamente de amor ou solidariedade, como alguns podem pensar. Pode-se respeitar sem que haja amor, no mais profundo sentido do termo. A solidariedade é uma atitude de apoio àquelas pessoas que se encontram em dificuldades de qualquer espécie. e tolerância seriam escolhas absolutamente inadequadas.

2) Letra d

Se o autor fosse um adestrador frio, não hesitaria em forçar os animais. Treinador qualificado não serve como resposta, pois nada garante no texto que ele seja muito bom adestrador. Ele poderia respeitar os animais e não saber treiná-los devidamente. Adestrador filantropo é absurdo. Filantropia é caridade, ajuda incondicional aos necessitados do corpo ou do espírito. Talvez haja dúvidas entre as letras a (treinador atento) e d (adestrador consciente). Fica melhor a letra d, por duas razões: adestrador é termo adequado, por se tratar de treinamento de animais; consciente diz mais do que atento, pois o autor está consciente das limitações dos animais.

3) Letra e

As duas primeiras opções dizem a mesma coisa e indicam o oposto do que o texto nos apresenta. A letra c não tem sentido algum, pois, se a natureza permitisse, o adestrador poderia tentar normalmente. A letra d dispensa comentários, em face do seu absurdo. A resposta só pode ser a letra e, pois fala do respeito que o autor tem pelos limites de seus animais.

Dissertação – o que é, como fazer?

Um texto é dissertativo quando tem como centro a ideia. É, pois, argumentativo, opinativo. Geralmente é o que se cobra em concursos públicos, tanto em interpretação de textos quanto na elaboração de redações. Divide-se em:

1) Introdução

Período de pouca extensão em que se apresenta uma ideia, uma afirmação que será desenvolvida nos parágrafos seguintes. É nele que se localiza o chamado tópico frasal, aquele período-chave em que se baseia todo o texto.

2) Desenvolvimento

Um ou mais parágrafos de extensão variada, de acordo com a necessidade da composição. É nele que se argumenta, discute, opina, rebate. É o corpo da redação.

3) Conclusão

Parágrafo curto com que se encerra a descrição. É também chamado de fecho. Há várias modalidades de conclusão: resumo da redação, citação de alguém famoso, opinião final contundente etc. Veja exemplo de trechos dissertativos.

“De muitas maneiras, o emprego de alto funcionário público é um sacerdócio, porém pior, pois é exercido sob os olhares atentos da imprensa. O cidadão comum, tornado autoridade, transforma-se, do dia para a noite, numa espécie de âncora de noticiário. Não deve gaguejar, improvisar nem correr riscos em temas polêmicos.”

(Gustavo Franco, na Veja 1782)

“Entende-se por juízo um pensamento por meio do qual se afirma ou nega alguma coisa, se enuncia algo; serve para estabelecer relação entre duas ideias. Emitir um juízo é o mesmo que julgar. A inteligência opera por meio de juízos; raciocinar consiste em encadear juízos para tirar uma conclusão.”

(Carlos Toledo Rizzini, Evolução para o Terceiro Milênio)

“Insistamos sobre esta verdade: a guerra de Canudos foi um refluxo em nossa história. Tivemos, inopinadamente, ressurreta e em armas em nossa frente, uma sociedade velha, uma sociedade morta, galvanizada por um doido.”

(Euclides da Cunha, Os Sertões)

Observações

imagem-redução da maioridade penala) Um texto, às vezes, apresenta tipologia mista. Uma narração, por exemplo, pode conter traços dissertativos ou descritivos. Aliás, isso é frequente. Não há rigor absoluto.

b) Se destacamos apenas um trecho de uma determinada obra, compreensivelmente todos os elementos que caracterizam sua tipologia podem não estar presentes. Por exemplo, os três trechos dissertativos apresentados, sendo parágrafos isolados, não contêm introdução, desenvolvimento e conclusão, o que não impede que os classifiquemos daquela forma.

c) O tema costuma sugerir uma determinada tipologia, mas também aqui não há nada de absoluto. Digamos que se queira escrever sobre um passeio. A princípio, pensa-se numa narração. Porém, o autor pode prender-se a detalhes do lugar, das pessoas, do transporte utilizado etc. Teríamos então uma descrição. Por outro lado, ele pode falar da importância do lazer na vida das pessoas, para a sua saúde física ou mental etc. Dessa forma, desenvolvendo ideias, cairíamos em uma dissertação.

Quer saber como avaliar se o texto está bom? Clique aqui!

Tutorial sobre tipos de discurso na narração

me-Gramática, leitura e produção de textosOs personagens que participam da história evidentemente falam. É o que se conhece como discurso, que pode ser:

1) Direto

O narrador apresenta a fala do personagem, integral, palavra por palavra. Geralmente se usam dois pontos e travessão.

Ex.: O funcionário disse ao patrão:

- Espero voltar no final do expediente.

Rui perguntou ao amigo:

- Posso chegar mais tarde?

2) Indireto

O narrador incorpora à sua fala a fala do personagem. O sentido é o mesmo do discurso direto, porém é utilizada uma conjunção integrante (que ou se) para fazer a ligação.

Ex.: O funcionário disse ao patrão que esperava voltar no final do expediente.

Rui perguntou ao amigo se poderia chegar mais tarde.

Obs.: O conhecimento desse assunto é muito importante para as questões que envolvem as paráfrases. Cuidado, pois, com o sentido. Procure ver se está sendo respeitada a correlação entre os tempos verbais e entre determinados pronomes. Abaixo, outro exemplo, bem elucidativo, mas você poderá ver outros artigos sobre o assunto lá no site maiseducativo.com.br.

Minha colega me afirmou:

- Estarei aqui, se você precisar de mim.

Minha colega me afirmou que estaria lá se eu precisasse dela.

O sentido é, rigorosamente, o mesmo. Foi necessário fazer inúmeras adaptações.

3) Indireto livre

É praticamente uma fusão dos dois anteriores. Percebe-se a fala do personagem, porém sem os recursos do discurso direto (dois pontos e travessão) nem do discurso indireto (conjunções que ou se).

Ex.: Ele caminhava preocupado pela avenida deserta. Será que vai chover, logo hoje, com todos esses compromissos!?

Principais características da narração

me-Velocidade máxima - exercício de interpretaçãoQuando o texto está centrado no fato, no acontecimento, diz-se que se trata de uma narração. Palavra derivada do verbo narrar, narração é o ato de contar alguma coisa. Novelas, romances, contos são textos basicamente narrativos.

São os seguintes os elementos de uma narração:

1) Narrador

É aquele que narra, conta o que se passa supostamente aos seus olhos. Quando participa da história, é chamado de narrador-personagem. Então a narrativa fica, normalmente, em 1ª pessoa.

2) Personagens

São os elementos, usualmente pessoas, que participam da história. Mas os personagens podem ser coisas ou animais, como no romance O Trigo e o Joio, de Fernando Namora, em que o personagem principal, isto é, protagonista, é uma burra.

3) Enredo

É a história propriamente dita, a trama desenvolvida em torno dos personagens.

4) Tempo

O momento em que a história se passa. Pode ser presente, passado ou futuro.

-->> veja mais sobre redação em nosso site para o Enem.

5) Ambiente

O lugar em que a trama se desenvolve. Pode, naturalmente, variar muito, no desenrolar da narrativa. Eis, a seguir, um bom exemplo de texto narrativo, em que todos os elementos se fazem presentes.

“Muitos anos mais tarde, Ana Terra costumava sentar-se na frente de sua casa para pensar no passado. E no seu pensamento como que ouvia o vento de outros tempos e sentia o tempo passar, escutava vozes, via caras e lembrava-se de coisas... O ano de 81 trouxera um acontecimento triste para o velho Maneco: Horácio deixara a fazenda, a contragosto do pai, e fora para o Rio Pardo, onde se casara com a filha dum tanoeiro e se estabelecera com uma pequena venda.”

(Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento)

O trecho do grande romance de Érico Veríssimo está situado no tempo (81), faz menção a lugares onde a trama se desenvolve e apresenta personagens, como Ana Terra e Seu Maneco. E, é claro, alguém está contando: é o narrador da história.

Veja mais um exemplo de narração, agora com o narrador-personagem.

“Hoje estive na loja de Seu Chamun, uma tristeza. Poeira e cisco por toda parte, qualquer dia vira monturo. Os dois empregados do meu tempo foram embora, não sei se dispensados, e o dono não tem disposição para limpar.”

(José J. Veiga, Sombras de Reis Barbudos)

Principais características da descrição

miniatura-A construção do parágrafo dissertativoUm texto se diz descritivo quando tem por base o objeto, a coisa, a pessoa. Mostra detalhes, que podem ser físicos, morais, emocionais, espirituais. Nota-se que a intenção é realmente descrever, daí a palavra descrição. Veja o exemplo abaixo:

“Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.”

(José de Alencar, Iracema)

Uma característica marcante da descrição é a forte adjetivação que leva o leitor a visualizar o ser descrito. No trecho em estudo, o homem visto por Iracema é branco, tem olhos tristes (veja que bela hipálage criou o autor: azul triste em vez de olhos tristes); as águas são profundas, e os tecidos e armas, ignotos, ou seja, desconhecidos. Observe como a palavra todo revela a perplexidade do guerreiro, extático a observar a jovem índia à sua frente.

Veja, agora, outro exemplo de trecho descritivo, na realidade uma autodescrição.

“Meus cabelos eram muito bonitos, dum negro quente, acastanhado nos reflexos. Caíam pelos meus ombros em cachos gordos, com ritmos pesados de molas de espiral.”

(Mário de Andrade, Tempo da Camisolinha)

Indianismo - Características, autores e temas Romantismo

A contribuição dos teóricos europeus, o nacionalismo ufanista pós-1822 e as viagens para o exterior de uma jovem intelectualidade -nascendo daí o famoso sentimento do exílio - fornecem o quadro histórico onde aponta a primeira geração romântica. O apogeu da mesma ocorre entre 1836 e 1851, quando Gonçalves Dias publica Últimos cantos, encerrando o período mais fértil e criativo de sua carreira.

GONÇALVES DE MAGALHÃES (1811-1887)

exercício-enem-interpretacao-descomplica (3)OBRAS: Suspiros Poéticos e Saudades (1836); A Confederação dos Tamoios (1857).

A Gonçalves de Magalhães coube a precedência cronológica na elaboração de versos românticos. Suspiros poéticos e saudades é a materialização lírica de algumas ideias do autor sobre o Romantismo, encarado como possibilidade de afirmação de uma literatura nacional, na medida em que destruía os artifícios neoclássicos e propunha a valorização da natureza, do índio e de uma religiosidade panteísta.

Durante anos, Gonçalves de Magalhães foi considerado o maior poeta pátrio. Transformou-se   em símbolo oficial da literatura brasileira, merecendo inclusive grande apreço de  D.Pedro II. A confederação dos tamoios, tentativa de indianismo épico em que a prolixidade* dissolve o lirismo,  significou a crise dessa carreira triunfante. Submetida à primeira e dura revisão crítica, com José  de Alencar denunciando o artificialismo de sua  composição, a obra  de Magalhães começou a ser relegada a um plano secundário. Sob pseudônimo, o próprio Imperador sai em defesa de seu protegido, mas os argumentos de Alencar eram irrefutáveis.

Restava-lhe a importância histórica, e esta era incontestável. O Romantismo fora  introduzido
por ele.

GONÇALVES DIAS (1823-1864)

VIDA: Filho de um comerciante português e de uma mulata que viviam em concubinato, Antônio de Gonçalves Dias  nasceu  em Caxias, no Maranhão. Viajou muito pelas províncias do Norte e pela Europa, sempre a serviço. Afetado pela tuberculose, tentou a cura na França. Desenganado pelos médicos, retornou num cargueiro que naufragaria, já nas costas do Maranhão. A única vítima do naufrágio foi o poeta, que contava então quarenta e um anos de idade. OBRAS: Primeiros cantos (1846); Segundos cantos (1848); Sextilhas de frei Antão (1848); Últimos cantos (1851); Os Timbiras (1857).

-->> Leia mais sobre Romantismo no MaisEducativo.Com.Br

Gonçalves Dias consolidou o Romantismo no Brasil com uma produção poética de boa qualidade. Entre os autores do período é o que melhor consegue equilibrar os temas sentimentais, patrióticos e saudosistas com uma linguagem harmoniosa e de relativa simplicidade, fugindo tanto da ênfase declamatória como da vulgaridade. Pode-se dizer que o seu estilo romântico é temperado por uma certa formação clássica, o que evita os excessos verbais tão comuns aos poetas que lhe foram contemporâneos. Sua obra se articula em torno de três assuntos principais:

* O ÍNDIO
* A NATUREZA
* O AMOR IMPOSSÍVEL

O INDIANISMO

O elogio literário ao índio, como já foi observado, é mais do que uma convenção poética. Trata-se da reafirmação dos intuitos nacionalistas da primeira geração romântica, consequência direta do sentimento localista, posterior à Independência.

Em geral, essa literatura mescla elementos pitorescos (os habitantes do Novo Mundo) com a mitologia romântica europeia (a teoria do bom selvagem), acrescidos de uma a visão idealizada (os índios são falsos e, às vezes, inverossímeis) e referências etnográficas que deveriam conferir um tom "verdadeiro" às obras (roupagens, armas, costumes, etc.). O objetivo era a elaboração de um herói mítico brasileiro, de um antepassado glorioso do qual a nação pudesse se orgulhar.

A superioridade do autor maranhense sobre outros escritores indianistas resulta de três fatores:

* maior conhecimento da vida aborígine;
*  uso épico e lírico de um índio ainda não desculturado pelo homem branco;
* esplêndido domínio estilístico, sobretudo na questão do ritmo e da estrutura melódica.

Vários de seus poemas, que tratam dos primitivos habitantes, tornam-se antológicos, entre os quais Marabá, O canto do piaga, Leito de folhas verdes e, principalmente, I-Juca Pirama.

I-JUCA PIRAMA

Este texto é uma espécie de síntese do indianismo de Gonçalves Dias seja pela concepção épico-dramática da bravura e da generosidade de tupis e timbiras, seja pela ruptura, ainda que momentânea, da convencional coragem guerreira, seja ainda pelo belíssimo jogo de ritmos que ocorre no texto. I-Juca Pirama significa "aquele que vai morrer" ou "aquele que é digno de ser morto". Em sua abertura, o poeta apresenta o cenário onde transcorrerá a história:

No meio das tabas de amenos verdores, Cercadas de troncos - cobertos de flores, Alteiam-se os tetos de altiva nação. (...) São todos Timbiras, guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes, Condão de prodígios, de glória e terror!

Em seguida, inicia-se um ritual antropofágico:

"Em fundos vasos d'alvacenta argila / ferve o cauim. / Enchem-se as copas, o prazer começa, / reina o festim."

O jovem prisioneiro tupi, que vai ser devorado, resolve falar antes do desenlace, e com "triste voz" narra a sua vida desventurada.

Ao metro anterior, de dez sílabas poéticas, plástico e alegre, sucedem-se os versos de cinco sílabas, curtos, rápidos, sincopados. Estas variações contínuas indicam que o ritmo varia de uma parte do poema a outra, traduzindo a multiplicidade de situações do argumento.

Meu canto de morte
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi.

O índio tupi no seu canto de morte lembra o velho pai, cego e débil, vagando sozinho, sem amparo pela floresta, e pede para viver:

Deixai-me viver! (...)
Não vil, não ignavo,*
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter.
Guerreiros, não choro;
Do pranto que choro;
Se a vida deploro,
Também sei morrer.
*Ignavo: preguiçoso.

O chefe timbira manda soltá-lo. Não quer "com carne vil enfraquecer os fortes". Solto, o jovem tupi perambula pela floresta até encontrar o pai. Este, pelo cheiro das tintas utilizadas no ritual, pelo apalpar do crânio raspado do filho, e por algumas perguntas sem resposta, desconfia de uma terrível fraqueza diante dos inimigos. Pede então que o rapaz o leve até a aldeia timbira. Lá chegando, exige, em nome da honra tupi, que a cerimônia antropofágica ritual seja completada e que o filho seja morto. Mas o chefe timbira recusa-se, acusando o guerreiro tupi de ter chorado covardemente diante de toda a aldeia. Neste momento, o velho cego amaldiçoa o seu descendente:

Tu choraste em presença da morte?
Na presença de estranhos choraste?
Não descende o cobarde do forte;
Pois choraste, meu filho não és!
Possas tu, descendente maldito
De uma tribo de nobres guerreiros,
Implorando cruéis forasteiros,
Seres presa de vis Aimorés. (...)
Sê maldito, e sozinho na terra;
Pois que a tanta vileza chegaste,
Que em presença da morte choraste,
Tu, cobarde, meu filho não és.

Mal termina a maldição, o velho escuta o grito de guerra do filho. Ouvindo o rumor da batalha, os sons de golpes, o pai percebe que o filho está lutando para manter a honra tupi, até que o chefe timbira manda seus guerreiros pararem, pois o jovem inimigo se batia com tamanha coragem que se mostrava digno do ritual antropofágico. Com lágrimas de alegria o velho tupi exclama: "Este, sim, que é meu filho muito amado!"

Como chave de ouro do poema, ocorre uma transposição temporal no seu último canto. O leitor fica sabendo que os acontecimentos dramáticos vividos pelos dois tupis já tinham ocorrido muito tempo e que tudo aquilo era matéria evocada pela memória de um velho timbira:

Um velho timbira, coberto de glória,
guardou a memória
do moço guerreiro, do velho Tupi!
E à noite, nas tabas, se alguém duvidava
do que ele contava,
Dizia prudente: - Meninos, eu vi!

OS TIMBIRAS - Além desses poemas indianistas, Gonçalves Dias tenta elaborar uma epopeia intitulada Os Timbiras. Era um projeto ambicioso: os índios substituindo os heróis gregos, numa Ilíada brasileira, tropical, com abundantes e coloridas descrições da flora e da fauna.

A narrativa teria como eixo a formação e dispersão do povo timbira. A obra, contudo, fica inconclusa e os fragmentos elaborados são inexpressivos.

Como surgiu o Romantismo–Literatura

IMAGEM-Exercício sobre o gênero textualO passo decisivo para a deflagração do movimento é a publicação da revista Niterói, em Paris, 1836, que trazia como epígrafe: "Tudo pelo Brasil e para o Brasil". A revista, elaborada por intelectuais que estudavam na Europa, propunha a investigação "das letras, artes e ciências brasilienses". No grupo, destaca-se Gonçalves de Magalhães, que ainda em 1836 lançaria um livro de poemas: Suspiros poéticos e saudades. Esta obra introduziu o espírito romântico no Brasil.
O projeto de autonomia dos autores românticos não se realizou integralmente. Todos os princípios "nacionalistas" que defenderam estavam, em maior ou menor grau, comprometidos com uma visão europeia de mundo. Além disso, o nacionalismo era feito de exterioridades, mais paisagem do que substância humana. Aquele "sentimento íntimo de brasilidade", de que falou Machado de Assis, não existe nas obras do período.

-->> Veja o artigo inicial sobre Romantismo AQUI.

Por fim, o fato de todos os escritores da primeira geração viverem à sombra do poder (foram ministros, secretários, embaixadores, burocratas do alto escalão) comprometeu-os irremediavelmente com a classe dominante. Fugiram da escravidão e da pobreza, escamotearam a ferocidade das elites e a miséria das ruas, ignoraram a violência que se espalhava pelo cotidiano. Em troca, celebraram o idílio e a natureza, mitificaram as regiões, teatralizaram o índio, criando assim uma arte conservadora.

A DIVISÃO EM GERAÇÕES

Na lírica romântica brasileira, podem ser delimitados, com algum rigor, três momentos que se caracterizam por apresentar temas e visões de mundo diferenciadas. Estes momentos coincidem com a formação de três gerações¹. Cada geração assume uma perspectiva própria, embora todas sejam marcadas pelo caráter romântico. Contudo, os elementos que definem cada uma delas não são exclusivos. Interpenetrando-se de forma bastante acentuada.

1ª Geração

Denominação: nacionalista(ou indianista).
Componentes: Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias.
Temas: o índio; a saudade da pátria; a natureza; a religiosidade; o amor impossível.

2ª Geração

Denominação: Mal do Século ou Byronista.
Componentes: Álvares de Azevedo; Casimiro de Abreu; Fagundes
Varela; Junqueira Freire.
Modelos poéticos: Byron e Musset.
Temas: o tédio; a orgia; a dúvida; a morte; a infância; o medo do amor; o sofrimento;

3ª Geração

Denominação: condoreira
Componentes: Castro Alves e Tobias Barreto.
Modelo poético: VictorHugo
Temas: defesa de causas humanitárias; denúncia da escravidão; amor erótico.

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¹ normalmente atribuía-se a duração média de 15 anos para cada geração. A partir de meados do século XX, em função da rapidez da mudança de costumes e valores, reduziu-se este tempo para 10 anos.

Romantismo no Brasil – Contexto histórico-cultural

O Romantismo brasileiro nasce das possibilidades que surgem com a Independência política e suas consequências sócio-culturais: o novo público leitor, as instituições universitárias e, acima de tudo, o nacionalismo ufanista que varre o país, após 1822, e do qual os escritores são os principais intérpretes.

imagem-Dissertação ou ArgumentaçãoContribuir para a grandeza da nação através de uma literatura que fosse o espelho do novo mundo e de sua paisagem física e humana, eis o projeto ideológico da primeira geração romântica. Há um sentimento de missão: revelar todo o Brasil, criando uma literatura autônoma que nos expressasse.
A adaptação de um movimento artístico europeu

Os valores do Romantismo europeu adequavam-se às exigências ideológicas dos escritores brasileiros, O Romantismo se opunha à arte clássica, e Classicismo aqui significava dominação portuguesa. O Romantismo voltava-se para a natureza, para o exótico; e aqui havia uma natureza exuberante, etc. Tudo se ajustando para o desenvolvimento de uma literatura ufanista.

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No "bon sauvage" francês sedimenta-se o modelo de um herói que se deveria se tornar o passado e a tradição de um país desprovido de sagas exemplares. O nativo - ignorada toda a cultura indígena -converte-se no herói inteiriço, feito à imagem e semelhança de um cavaleiro medieval.
Assume-se a imagem exótica que as metrópoles europeias tinham dos trópicos, adaptando-a ao ufanismo. Acima de tudo, o índio representa, na sua condição de primitivo habitante, o próprio símbolo da nacionalidade. Além disso, a imagem positiva do indígena fornece às elites o orgulho de uma ascendência nobre, que ajuda na legitimação de seu próprio poder no Brasil posterior à Independência.

Resultado da "consciência eufórica de um país novo", o sertanismo romântico (também discutivelmente chamado de regionalismo) procura afirmar as particularidades e a identidade das regiões e da vida rural, na ânsia de tornar literário todo o Brasil. Este registro do mundo não-urbano permanece na superfície com uma moldura, já que a intriga romanesca é citadina, ou seja, gira em torno dos esquemas românticos do folhetim. Além disso, os autores usam sempre a linguagem culta e literária das cidades e não a fala particular da região retratada.

Além disso, a imagem positiva do indígena fornece às elites o orgulho de uma ascendência nobre, que ajuda na legitimação de seu próprio poder no Brasil posterior à Independência.

Proposta de redação – Entrevista

Para esta atividade, você deverá gravar uma conversa (pode ser entre seus colegas, seus familiares, uma mesa-redonda, entrevista - nesse caso, você pode ser o entrevistador ou gravar do rádio ou da televisão).

Em seguida, faça a transcrição literal da entrevista e analise os turnos de fala, palavras empregadas para "roubar" o turno de fala, marcas de oralidade, frases quebradas, incompletas. Mãos à obra.

"Na volta do cemitério, vovô subiu uma última vez ao sótão, só o tempo de retirar uma caixa de sapatos que, ao descer, entregou a mamãe com algumas palavras de explicação. [...]
Dentro havia fotografias, cartões-postais, cartas, um broche e dois cadernos. A letra do mais estragado deles, caprichada no começo, ia piorando à medida que se viravam as páginas, até ficar no fim quase ilegível, algumas notas arremessadas que se diluíam no branco das últimas folhas virgens."

ROUAUD, Jean. Os campos de honra.

O fragmento transcrito é parte da história de uma família contada por um narrador que "vasculha a memória, buscando, encontrar um sentido para a existência e decifrar um enigma cuja chave pode simplesmente estar guardada numa caixa escondida no sótão".

contratação

Instruções gerais

  • Sua narrativa deverá ser em primeira pessoa.
  • O episódio narrado deverá estar centrado em pelo menos um dos objetos guardados na caixa de sapatos (fotografias, cartões-postais, cartas, um broche, dois cadernos).
  • Sua narração deverá apresentar trecho (s) em discurso direto e trecho(s) em discurso indireto.
  • Procure dar voz aos personagens ou, por meio de citações, a pessoas da família que não participam diretamente das ações.
  • Crie passagens com estrutura do discurso direto, outras com estrutura de discurso indireto e discurso indireto livre.