Análise de textos verbais e não verbais

Esta é uma atividade que usei numa de minhas aulas de produção de texto para desenvolver a análise de textos verbais e não verbais. Nela os alunos eram instigados a pensar nos textos, nos recursos expressivos usados e, a partir dessa análise e de inferências, responder as questões propostas. Use para montar materiais para seus alunos ou mesmo para discutir em sala de aula o tema apresentado aqui. na prova do Enem é claro que esses conhecimentos ajudarão bastante.

Atividade de classe para Produção de Texto

Leia o painel de textos a seguir:

Texto 1

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Texto 2

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Texto 3

Quando você for se embora,

moça branca como a neve, me leve.

Se acaso você não possa

me carregar pela mão,

menina branca de neve,

me leve no coração.

Se no coração não possa

por acaso me levar,

moça de sonho e de neve,

me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa

por tanta coisa que leve

já viva em seu pensamento,

menina branca de neve,

me leve no esquecimento.

Moça de sonho e de neve,

me leve no esquecimento,

me leve.

1. O texto 1 é organizado em sete cenas.

a) Por que, supostamente, o marido se levantou da cama, na 2ª cena?

b) O que sugere a expressão da mulher, na 5ª cena?

c) Compare a expressão do marido na 1ª e na 6ª cenas. Em que diferem?

d) Levante hipóteses: Aonde o marido está indo? O que teria acontecido no apartamento de cima?

2. O texto "Cantiga pra não morrer" diz respeito a relacionamento amoroso.

a) Que tipo de situação é imaginada pelo eu lírico do texto?

b) Que apelo o eu lírico faz à "moça branca como a neve"?

c) Dê ao menos duas interpretações ao título do texto.

3. O texto 3 é uma obra do pintor brasileiro Almeida Júnior (1850-1899). Nela, uma mulher olha uma fotografia. Observe o título do quadro e responda:

a) Que sentimentos a postura física da mulher e sua expressão facial expressam?

b) Por que a mulher está vestida de negro?

c) De quem você acha que é a foto?

4. Compare os três textos.

a) O que eles têm em comum?

b) Em qual(is) dos textos o fim do relacionamento provoca senti­mento de tristeza, saudade ou dor?

c) Em qual(is) deles provoca alegria?

5. Há textos que são constituídos apenas de imagem, outros apenas de palavras, outros de palavras e imagens.

a) Quais dos textos são constituídos basicamente de imagens?

b) Qual é constituído apenas de palavras?

c) Qual deles sugere a presença da música, por meio de notas musicais?

Prova pronta sobre regência verbal e nominal

segredos-do-enem-2017-estudar-vestibularEstes são alguns exercícios bastante práticos de regência verbal e nominal. Embora não seja um assunto cobrado dessa maneira no Enem 2017, é sempre interessante estudar os mecanismos da Língua Portuguesa que auxiliam na hora de escrever de forma correta. Este é um importante recurso que qualquer estudante que estuda e se compromete com o que faz deve seguir. Isso porque as provas trazem esses assuntos de forma contextualizada. Os exercícios partes de um pequeno texto e depois abordam outras questões pertinentes. Além desses exercícios, navegue pelo site e pelas categorias para montar atividades para seus alunos.

Atividades para regência

Leia o texto para responder as questões abaixo:

“- Mandaram eu ler este livro...

Se o tal livro for fraquinho, o desprazer pode significar um precipitado mas decisivo adeus à literatura; se for estimulante, outros virão sem o peso da obrigação.

As experiências com que o leitor se identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o quanto é vivo u repertório de novas questões. Uma leitura proveitosa leva à convicção de que as palavras podem construir um elemento profundamente revelador do próximo, do mundo, de nós mesmos. Tal convicção faz caminhar para uma outra, mais ampla, que um antigo pensador romano assim formulou: Nada do que é humano me é alheio.

( Cláudio Ferraretti)

1-) De acordo com o texto, a identificação do leitor com o que lê ocorre sobretudo quando:

a) Ele sabe reconhecer na obra o valor consagrado pela tradição da crítica literária.

b) Ele já conhece, com alguma intimidade, as experiências representadas numa obra.

c) A obra expressa, em fórmulas sintéticas, a sabedoria dos antigos humanistas.

d) A obra o introduz num campo de questões cuja vitalidade ele pode reconhecer.

e) A obra expressa convicções tão verdadeiras que se furtam à discussão.

2-) O sentido da frase: “Nada do que é humano me é alheio” é equivalente ao desta outra construção:

a) O que não diz respeito ao homem nao deixa de me interessar.

b) Tudo o que se refere ao homem diz respeito a mim.

c) Como sou humano, não me alheio a nada.

d) Para ser humano, mantenho interesse por tudo.

e) A nada me sinto alheio que não não seja humano.

3-) De acordo com o texto, a convicção despertada por uma leitura proveitosa é, precisamente, a de que:

a) As palavras constituem sempre um movimento de profunda revelação.

b) É muito fácil encontrar palavras que sejam profundamente reveladoras.

c) As palavras sempre caminham na direção do outro, do mundo, de cada um de nós.

d) Nenhuma palavra será viva se não provocar o imediato prazer do leitor.

e) Sempre existe a possibilidade de as palavras serem profundamente reveladoras.

4-) Encontre, no texto, a regência correta para os seguintes substantivos ou verbos:

a) Significar - __________________________________________________________________________

b) Adeus - _____________________________________________________________________________

c) Identificar - __________________________________________________________________________

d) Convicção - __________________________________________________________________________

e) Levar - ______________________________________________________________________________

5-) (FEI-SP) Indique a alternativa em que haja erro de regência verbal:

a) Deu-lhe um belo presente de aniversário.

b) Levei-o para o médico esta manhã.

c) Gostamos deste novo filme.

d) Fui no cinema ontem.

e) O lenço caiu no chão.

6-) (UFMG) Em todas as alternativas, a expressão destacada está empregada corretamente, conforme as normas da língua escrita padrão, exceto em :

a) O concerto a que todos assistiram entusiasmados marcou a volta de Villa-Lobos.

b) O locutor prepara um escorregão que nenhuma faixa etária, seco ou atividade escapa.

c) O medo que as pessoas têm do ridículo é menor do que o poder do microfone.

d) O rádio é um veiculo a que as pessoas atribuem autoridade e credibilidade.

e) O sentimento que parece existir é o de que tudo neste País é possível.

7-) (ITA-SP) Aponte a alternativa correta:

a) Antes prefiro aspirar a uma posição honesta que ficar aqui.

b) Prefiro aspirar à uma posição honesta que ficar aqui.

c) Preciso antes aspirar a uma posição honesta que ficar aqui.,

d) Prefiro aspirar uma posição honesta que ficar aqui.

e) Prefiro aspirar a uma posição honesta que ficar aqui.

8-) (EFOA-MG) A alternativa correta em relação à regência verbal é:

a) A pessoa que eu mais confiava me traiu.

b) O cargo que aspirava já foi preenchido.

c) Tudo de que eu esperava aconteceu.

d) Aquela pessoa não é o tipo de que gosto.

e) O filme que eu lhe falei ainda está em cartaz.

9-) Preencha o espaço de forma que a regência nominal fique correta:

a) Nós estamos acostumados ____________ esses casos.

b) Tenhamos amor _____________nossos semelhantes.

c) É preciso ter atenção ____________nossos professores.

d) Não tenha aversão ___________coisa nenhuma.

e) Eles não têm certeza __________ coisa alguma.

10-) (UFAL) É sempre preferível ações ...

a) …do que palavras.

b) …à palavras.

c) …antes do que palavras.

d) …a palavras.

e) …mais do que palavras.

Exercícios de linguagem, discurso e produção de sentido

exercícios-enem-revisão-vestibularEsta é uma lista de exercícios abordando questões muito importantes nas provas do Enem e que exigem do candidato bastante conhecimento da Língua. Além disso, o candidato do vestibular, preocupado com a concentração na hora da prova precisa levar a sério seus estudos. Em Língua Portuguesa é comum que os alunos achem os conteúdos bastante fáceis e, na hora das provas, confundam os sentidos visto que eles estão inseridos num contexto mais específico. Bem, fique com estas atividades e confira o gabarito depois.

Lista de atividades de linguagem

LEIA O TEXTO I PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 01 A 05.

TEXTO I

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(Veja, 05 de dezembro de 2007.)


QUESTÃO 01 (Descritor: identificar estratégias visuais e verbais empregadas na construção do texto.)

Assunto: Procedimento de leitura de sentido/linguagem, discurso e produção de sentido.

As estratégias visuais e verbais presentes no texto contribuem para os efeitos descritos nas alternativas, EXCETO

A) A imagem do menino, que ilustra o texto publicitário apresentado, corrobora com a tese defendida no texto verbal.

B) Há um jogo com o vocábulo luz, que é trabalhado em sentido conotativo ao longo de todo o texto.

C) Já que o texto mostra uma parceria entre empresas de energia, o jogo com o vocábulo luz deve ser visto como uma estratégia.

D) O texto promove a comercialização de energia de algumas empresas do setor relacionando-a à importância da leitura.

E) O texto publicitário apresentado não focaliza um produto especificamente, mas promove indiretamente o hábito de leitura.

QUESTÃO 02 (Descritor: reconhecer em um texto marcas decorrentes de identificações políticas ou ideológicas.)

Assunto: Característica do enunciador na construção de valores e sentidos/linguagem, discurso e produção de sentido.

Em todos os trechos retirados do texto apresentado, é possível perceber o ponto de vista do locutor. Isso só NÃO ocorre em:

A) “É fundamental para captar conhecimentos,(...)”

B) “Sem a leitura, a ciência não se desenvolve (...)”

C) “(...) as informações tornam-se inúteis.”

D) “Ler traz prazer.”

E) “A Energias do Brasil e a Fundação Victor Civita criaram o Letras de Luz(...)”

QUESTÃO 03 (Descritor: analisar recursos expressivos empregados na construção do texto.)

Assunto: Progressão temática e organização argumentativa/linguagem, discurso e produção de sentido.

NÃO foi um recurso expressivo empregado na construção do texto

A) a argumentação em defesa da leitura.

B) a oposição de idéias a partir da leitura.

C) a exposição de expectativas futuras.

D) a coordenação de idéias acerca do tema.

E) a utilização de imperativos como estratégia persuasiva.

 

QUESTÃO 04 (Descritor: relacionar informações constantes do texto com conhecimentos prévios, identificando o uso de linguagem figurada.)

Assunto: Estratégias argumentativo-discursivas./linguagem, discurso e produção de sentido.

Em um dos trechos abaixo, extraídos do texto, o autor do texto publicitário fez uso de uma metáfora corrente para confirmar a tese do texto. ASSINALE-O.

A) “E um povo que tem conhecimento ninguém apaga”

B) “Ler traz prazer.”

C) “Ela é forte assim porque é feita de letras.”

D) “Sem a leitura, a ciência não se desenvolve.”

E) “(...) as informações tornam-se inúteis.”

 

QUESTÃO 05 (Descritor: identificar informações explícitas e implícitas dentro do discurso.)

Assunto: Procedimentos de leitura/linguagem, discurso e produção de sentido.

Considerando-se o texto como um todo, bem como o suporte no qual ele foi veiculado, é CORRETO afirmar que

A) o objetivo central do texto é divulgar trabalhos sociais.

B) o locutor do texto promove todas as companhias energéticas brasileiras.

C) o alocutário previsto para o texto são os leitores da revista no qual ele foi veiculado.

D) o suporte textual no qual a publicidade foi divulgada não tem relação com o seu conteúdo.

E) a linguagem empregada na construção privilegia a denotação.

Gabarito dos exercícios

Abaixo você poderá conferir os gabaritos dos exercícios de linguagem que acabou de fazer.

QUESTÃO 01

D

QUESTÃO 02

E

QUESTÃO 03

E

QUESTÃO 04

A

QUESTÃO 05

C

Atividades sobre Parnasianismo e Simbolismo

exercícios-enem-revisão-vestibular-parnasianismo-simbolismoEsta é uma sequência de exercícios de literatura para o Enem e servem bem para abordar questões de dois períodos literários bastante importantes, o Parnasianismo e o Simbolismo. Como você deve saber, o Parnasianismo é o período que ocorreu simultaneamente ao realismo, tão estudado nas aulas de Ensino Médio. Já o Simbolismo trouxe importantes contribuições, inclusive para o estudo das figuras de linguagem. Você pode também aqui no site estudar com nossos exercícios de interpretação já com gabarito. Eles são ideais para quem fará o Enem e está com dificuldades para memorizar os conteúdos mais importantes da prova.

Atividades de Literatura

1-) Os poetas representativos da escola parnasiana defendiam:

a) O engajamento político nas causas históricas da época, fazendo delas matéria para uma poesia inflamada e eloquente.

b) A ideia de que a livre inspiração é a garantia de que o poema corresponda à expressão direta das emoções mais profundas.

c) A simplicidade da arte primitiva, razão pela qual buscavam os temas bucólicos e uma linguagem próxima da fala rústica dos camponeses.

d) O abandono das formas fixas, criando, portanto, as condições para o posterior surgimento dos poemas em verso livre do Modernismo.

e) A disciplina do artista e o trabalho artesanal com a linguagem, de modo a resultar uma obra adequada aos padrões de uma estética clássica.

2-) O Parnasianismo é a vertente na poesia do Realismo, afirmam alguns. Em que são parecidos? Em que diferem?

3-) Todos os itens apresentam características do Parnasianismo, exceto:

a) Prevalência de formas fixas de composição poética.

b) Anseio de liberdade criadora.

c) Preocupação com a perfeição formal.

d) Gosto pela precisão descritiva.

e) Ideal de objetividade

4-) O significa arte pela arte?

5-) Destaque as características do Parnasianismo presentes do poema abaixo:

A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,

Beneditino, escreve! No aconchego

Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço; e a trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua.,

Rica mas sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício

Do mestre. E, natural, o efeito agrade,

Sem lembrar os andaimes do edifício.

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,

Arte pura, inimiga do artifício,

É a força e a graça na simplicidade.

6-) Assinale a alternativa em que todas as características de estilo são do Simbolismo.

a) Impassibilidade, vida descrita objetivamente, ecletismo.

b) Favor da forma, expressões ousadas, fidelidade nas observações.

c) Atmosfera de imprecisão, realismo cru, religiosidade.

d) Religiosidade, musicalidade, subjetividade.

e) Complexidade, ressurreição dos valores humanos, materialismo.

7-) Sobre o Simbolismo brasileiro, é correto afirmar que:

a) Reelabora a fala popular carioca em curtos poemas de temática urbana, repletos de elipses e trocadilhos bilíngües.

b) Retoma a temática romântica com animo satírico e polêmico, inclusive parodiando trechos de romance no século XIX.

c) Explora a mitologia Greco-latina e episódios da história antiga da Europa em sonetos descritivos com chave-de-ouro.

d) Explora a sugestividade dos sons da língua em poemas que reportam sensações indefinidas e sentimentos vagos.

e) Reelabora a musicalidade dos vocábulos com experiências em que as palavras são segmentadas e a frase parte-se em fragmentos.

8-) Assinale a alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas do seguinte texto:

“Pode-se afirmar que a poesia ______________ não teve, entre nós, a mesma repercussão que teve na Europa. De qualquer modo, essa poética voltada para as sonoridades, os amplos espaços, o Absoluto, o desejo do infinito, e estilisticamente apoiada em sinestesias, enumerações, assonâncias e aliterações, permitiu a _____________ consagrar-se com seus versos”.

a) Pré-romântica – Casimiro de Abreu

b) Pré-modernista – Raimundo Correia

c) Neoclássica – Basílio da Gama

d) Simbolista – Cruz e Souza

e) Parnasiana – Machado de Assis

9-) Aponte as características do Simbolismo presentes em cada um dos excertos abaixo:

a) Nessa Amplidão das Amplidões austeras

chora o Sonho profundo das Esferas

que nas azuis Melancolias morre...

b) Vozes veladas, veludosas vozes,

Volúpias dos violões, vozes veladas

Vagam nos velhos vórtices velozes

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

c) Tenho sonhos cruéis; n’alma doente

Sinto um vago receio prematuro.

Vou a medo na aresta do futuro,

Embebido em saudades do presente...

Lista de revisão sobre crase para vestibular

exercícios-enem-revisão-vestibularEsta é uma lista de exercícios de revisão sobre crase. É bastante importante discutir o assunto nas aulas de Português para o Enem porque os alunos, às vezes, não entendem que a ausência de crase influencia na regência e que isso pode, inclusive, mudar o sentido do enunciado que eles redigiram. Na dúvida sobre este assunto, visite os outros arquivos aqui no blog e veja tudo que escrevi sobre a prova do Enem e como é possível, através de técnicas de memorização, dominar a prova e garantir sua vaga no vestibular.

Exercícios sobre crase

1-) Preencha os espaços vazios com a ou as, marcados ou não com acento grave indicador da crase:

a) Eu já conhecia ______ fazenda, por isso fui _____ cidade apreciar ______praças.

b) Fui ______Roma, depois ______Veneza dos belos canais.

c) Prefiro cinema _____ teatro.

d) Estou mais inclinado ______ ouvir do que ______ falar.

e) Fiz referência _____ V.Sa. e não ______ Sra. que o acompanha.

f) Nunca assisti _________ tanta miséria.

g) Gosto de falar ______ pessoas frente ____ frente.

2-) Há estreita relação entre a regência e a ocorrência da crase. Complete os espaços vazios com o nome contido nos parênteses, usando, adequadamente, o acento indicador de crase.

a) Assistiram _______________________atentos. (a aula)

b) Pagaram ______________________________ . (as contas)

c) Pagaram _______________________________ . (a empregada)

d) Obedeça _______________________________. (as leis)

3-) (MACK-SP) Assinale a alternativa que preenche com exatidão as lacunas:

Estou aqui __________8h, mas só poderei ficar até _________ 9h30, porque ______ 10h30min assistirei _____ sessão solene de abertura de uma importante exposição de arte moderna, precisando, para isso, dirigir-me ____ Rua 7 de abril e ir ______ Galeria “Sanson Flexor”.

a) Às – às – às – a – a – a

b) As – as – as – à – à – à

c) As – as – às – a – à – à

d) Às – às – às – à – à – à

e) Às – as – as – à – à – à

4-) (FGV-SP) Preencha os espaços a seguir com a, à, as ou às, conforme o caso.

a) O presidente da associação se declarava ___________ favor dos incentivos _______ utilização de veículos _____ óleo ou _____ álcool. Recomendava _______ aplicação de mais verbas destinadas ________ subsidiar _______ plantação de cana ; __________claras, louvava ____________qualidades dos combustíveis renováveis e derramava elogio _______ usinas.

b) Esse era o teor dos discursos que o presidente fazia nos finais de semana, durante os comícios. Mas, de segunda ______ sexta-feira, das 8 ______ 18 horas, os empregados da empresa faziam _____ entregas _____ domicílio, utilizando gasolina em seus veículos; nessas ocasiões, as ações dos empregados contrariavam o que o presidente dizia __________ todos.

Você sabia que os verbos podem ter seu sentido alterado conforme a transitividade? Este é o caso do verbo assistir que, dependendo da regência, pode significar ajudar ou ver/presenciar. Para saber mais sobre isso, clique no banner abaixo.

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5-) (UNIRIO) Assinale o item em que se deveria colocar acento indicativo de crase.

a) ( ) Depois de assinalado, o pinheiro cairia daí a uma semana.

b) ( ) A uma hora da tarde, o pinheiro seria cortado.

c) ( ) Ninguém iria a festas de Natal sem pinheiro enfeitado.

d) ( ) As folhas do pinheiro caíam, uma a uma.

e) ( ) O pinheiro seria colocado a qualquer momento.

6-) (UNIRIO) Assinale a frase em que a está indevidamente acentuado.

a) ( ) Hora à hora os monges renovavam as preces.

b) ( ) A fórmula fria e constante de desprendimento à qual se referia Miguel Couto era típica.

c) ( )Os monges não se referiam, evidentemente, àquelas paredes esterroadas.

d) ( ) O amor à educação faz pensar o brasileiro.

e) ( ) À uma hora da tarde reuniam-se os monges.

7-) (UNIRIO) Assinale o item em que há ERRO por ausência ou presença do acento no a indicativo de crase.

a) ( ) À cada gol, Pelé exultava. b) ( ) Assisti a uma partida sem gols.

c) ( ) O juiz terminou a partida às pressas. d) ( ) À uma hora se iniciaria o último jogo do torneio.

e) ( ) Fui à praia e não vi futebol na areia.

8-) (UNIRIO) Assinale o item cujas lacunas devem ser preenchidas pela sequência HÁ - A - À.

a) ( ) Daqui __ alguns dias, __ diretoria apresentará __ algumas pessoas o programa.

b) ( ) __ vários exemplares de livros __ disposição dos que __ secretaria indicar.

c) ( ) __ melhor colocação receberá __ recompensa __ que tem direito.

d) ( ) __ dois dias, __ prova chega __ banca.

e) ( ) __ tempos, vem __ jovem visando __ colocação digna de seu mérito.

9-) (UFRRJ) Nas alternativas a seguir, marque o único caso em que o uso da crase é facultativo.

a) ( ) À vista não se podia comprar, pois o preço era muito alto.

b) ( ) Indo à Bahia, não se esqueça de que há belas igrejas por lá.

c) ( ) Fomos à casa em que Maria passou os últimos dias e sentimos a sua presença.

d) ( ) Entregou à sua mulher a maior parte dos bens.

e) ( ) Àquele rapaz não se pode entregar tarefa de responsabilidade.

10-) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que o uso do acento grave indicativo de crase constituiria erro:

a) ( ) uma ameaça as funções. b) ( ) uma ameaça a função.

c) ( ) uma ameaça a nossa função. d) ( ) uma ameaça a esta função.

e) ( ) uma ameaça as principais funções.

11-) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que há ERRO no emprego do acento indicativo de crase.

a) ( ) passeio à Tijuca. b) ( ) passeio à Urca.

c) ( ) passeio à Ipanema. d) ( ) passeio à Barra Tijuca.

e) ( ) passeio à Gávea.

12-) (USU) Em qual das seguintes opções seria ERRADO o uso do acento grave indicativo de crase?

a) ( ) doença que representam uma ameaça as populações periféricas.

b) ( ) doenças que representam uma ameaça a população rural.

c) ( ) doenças que representam uma ameaça as grandes cidades.

d) ( ) doenças que representam uma ameaça a qualquer população.

e) ( ) doenças que representam uma ameaça a nossa cidade.

13-) (PUC) “Eu solto aos ecos da serra / Suspiros dessa saudade”. Caso substituíssemos ECOS por BRISAS, nos versos acima, teríamos que usar a contração da preposição A com o artigo definido AS, com o acento grave indicador de crase. Indique a opção em que, de acordo com a norma culta, NÃO ocorreria esta contração e, consequentemente, não apareceria o acento grave indicador de crase:

a) ( ) Agora vamos __ últimas questões.

b) ( ) Os parlamentares corresponderam __ expectativas dos seus eleitores.

c) ( ) Entregamos __ alunas as entradas para o espetáculo.

d) ( ) Anteriormente __ reclamações, o reparo do equipamento já havia sido providenciado.

e) ( ) O guia lembrava __ crianças de que não deveriam afastar-se dele.

Questões de Trovadorismo e Barroco com gabarito

questões de barroco e trovadorismoEstas são questões bastante uteis para professores e estudantes que estão revisando o conteúdo de Literatura do primeiro ano do ensino Médio. neste caso, é necessário passar pelo Trovadorismo e pelo Barroco por serem períodos que influenciaram profundamente o pensamento do homem da época e o mundo das artes. Você poderá ver as questões de literatura do Enem abaixo e, em seguida, conferir o gabarito. Há ainda indicações de outros artigos aqui no site para que você também aprenda a fazer uma redação nota 1000 e também estude aspectos da gramática que são tema na prova do Enem. Observando seu desempenho será possível focar no que é mais importante e em que está deficiente.

Atividades de literatura com gabarito

QUESTÃO 27 (Descritor: Julgar a existência de uma contradição entre a fala da personagem e o tipo de texto em que esta se apresenta, no caso, o poema épico.)

Nível de dificuldade: difícil.

Assunto: Camões épico – O Velho do Restelo

Leia as palavras do Velho do Restelo (Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões).

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NESTI, Fido. OS LUSÍADAS em quadrinhos. Peirópolis: São Paulo, 2006, p. 15-6.

Na epopeia, este é o momento em que as naus de Vasco da Gama estão deixando o porto para seguir até as Índias. JULGUE a fala do Velho em relação ao momento em que a epopeia se faz presente no poema.


QUESTÃO 28 (Descritor: Comparar um texto clássico com um texto moderno com o qual estabelece uma relação dialógica.)

Nível de dificuldade: difícil.

Assunto: Camões épico X Fernando Pessoa, com “Mar Português”

Nota: Vale destacar que, a partir dessa questão, pode-se estabelecer interessante trabalho interdisciplinar com história.

O poeta português Fernando Pessoa (1888-1935), no século XX, escreve o livro Mensagem, no qual foi publicado o poema “Mar Português”. Leia-o.

X. MAR PORTUGUÊS 

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

PESSOA, Fernando. Obra Poética. Nova Aguilar:

Rio de Janeiro, 1995, p. 82.

Retome as falas do Velho do Restelo apresentadas nos quadrinhos da questão 27 e COMPARE os dois textos (estabelecendo semelhanças e diferenças).


QUESTÃO 29 (Descritor: Sintetizar as críticas presentes em uma canção.)

Nível de dificuldade: difícil.

Assunto: Quinhentismo brasileiro na contemporaneidade.

A Carta do Descobrimento, escrita por Pero Vaz de Caminha (1450-1500), escrivão-mor da esquadra de Pedro Álvares Cabral, apresentava um panorama do que era a atual região de Porto Seguro à época do descobrimento, segundo o olhar do europeu.

Renato Russo (1960-1996), compositor do grupo Legião Urbana, na música “Índios” explora a visão do índio em relação ao europeu. Leia a canção.

Índios

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha

Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda

Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.

Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.

E é só você que tem
A cura do meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
Que todas as pessoas
São felizes...

Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos, obrigado.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.

Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!

Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.

E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/92/ (Acesso em 19 de maio de 2010.)

SINTETIZE em um parágrafo a critica apresentada pela canção “Índios”, ressaltando esse olhar indígena em relação ao europeu.

QUESTÃO 30 (Descritor: Justificar uma afirmação a partir da analise de um texto.)

Nível de dificuldade: média.

Assunto: Cultismo X Conceptismo.

Leia os textos a seguir.

Texto I

“Tão inteiramente conhecia Cristo a Judas, como a Pedro e aos demais; mas notou o Evangelista com especialidade a ciência do Senhor, em respeito de Judas, porque em Judas mais que em nenhum dos outros campeou a fineza do seu amor. Ora vede: Definindo S. Bernardo o amor fino, diz assim : Amor non quaerit causam, nec frutum: “ O amor fino não busca causa nem fruto”. Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há de ter porquê, nem para quê. Se amo porque me amam, é obrigação, faço o que devo; se amo para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo, amo, ut amem: amo porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam, é agradecido; quem ama para que o amem é interesseiro; quem ama não porque o amam, nem para que o amem, esse só é fino. E tal foi a fineza de Cristo em respeito a Judas; fundada na ciência que tinha dele e dos demais discípulos.”

Sermão do Mandato, Pe. Antônio Vieira.

http://executivajunior.com.br/site/frases-ditas-pelos-homens-corporativos (Acesso em 21 de maio de 2010)

Texto II

Ao mesmo assunto e na mesma ocasião.

por Gregório de Matos

Corrente, que do peito desatada
Sois por dois belos olhos despedida,
E por carmim correndo desmedida
Deixais o ser, levais a cor mudada.
Não sei, quando caís precipitada
As flores, que regais, tão parecida,
Se sois neves por rosa derretida,
Ou se a rosa por neve desfolhada.
Essa enchente gentil de prata fina,
Que de rubi por conchas se dilata,
Faz troca tão diversa, e peregrina,
Que no objeto, que mostra, e que retrata,
Mesclando a cor purpúrea, e cristalina,
Não sei, quando é rubi, ou quando é prata.

http://pt.wikisource.org/wiki/Corrente,_que_do_peito_desatada (Acesso em 21 de maio de 2010.)

O Texto I, da autoria do Pe. Antônio Vieira, é considerado predominantemente conceptista. O Texto II, do poeta Gregório de Matos, é considerado predominantemente cultista. Justifique estas classificações com elementos dos textos.


QUESTÃO 31 (Descritor: Analisar um texto reconhecendo os processos utilizados pelo autor em sua produção.)

Nível de dificuldade: difícil.

Assunto: Barroco – cultismo e conceptismo.

O Barroco apresenta dois procedimentos estilísticos fundamentais: o cultismo e o conceptismo. Embora o cultismo (jogo de palavras, imagens) predomine no poema e o conceptismo (jogo de raciocínios, ideias) na prosa, não são raros os textos em que há uma confluência de ambos os procedimentos.

Analise o poema a seguir.

Ao braço do mesmo Menino Jesus quando apareceu

O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.
Em todo o Sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.
O braço de Jesus não seja parte,
Pois que feito Jesus em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.
Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.

DEMONSTRE, com exemplos do texto, como o cultismo e o conceptismo foram empregados em sua elaboração.


QUESTÃO 32 (Descritor: Reconhecer, no Sermão da Sexagésima, sua principal característica: a metalinguagem.)

Nível de dificuldade: médio.

Assunto: Sermões de Vieira, Sermão da Sexagésima.

Leia um fragmento do Sermão da Sexagésima, do Pe. Antônio Vieira.

“Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo, pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador, ou da parte do ouvinte, ou da parte de Deus. Para uma alma se converter por meio de um sermão, há-de haver três concursos: há-de concorrer o pregador com a doutrina, persuadindo; há-de concorrer o ouvinte com o entendimento, percebendo; há-de concorrer Deus com a graça, alumiando. Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento. Ora suposto que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte, por qual deles devemos entender que falta? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus?”

http://www.paratexto.com.br/document.php?id=597 (Acesso em 19 de maio de 2010)

JUSTIFIQUE a seguinte afirmação: o Sermão da Sexagésima é uma obra metalinguística.


QUESTÃO 33 (Descritor: Comparar aspectos da vertente lírica do poeta Gregório de Matos, buscando estabelecer suas diferenças.)

Nível de dificuldade: difícil.

Assunto: Gregório de Matos: poesia lírica.

Em sua vertente lírica, o poeta Gregório de Matos (1636-1695) escrevia poemas bastante diversos. Aqueles que eram similares ao texto I, endereçavam-se às mulheres brancas. Os semelhantes ao texto II, eram para as negras e mulatas. Leia-os com atenção, buscando as diferenças.

Texto I

PONDERA AGORA COM MAIS ATENÇÃO A FORMOSURA DE D. ANGELA.

Não vi em minha vida a formosura,
Ouvia falar nela cada dia,
E ouvida me incitava, e me movia
A querer ver tão bela arquitetura.

Ontem a vi por minha desventura
Na cara, no bom ar, na galhardia
De uma Mulher, que em Anjo se mentia,
De um Sol, que se trajava em criatura.

Me matem (disse então vendo abrasar-me)
Se esta a cousa não é, que encarecer-me.
Sabia o mundo, e tanto exagerar-me.

Olhos meus (disse então por defender-me)
Se a beleza hei de ver para matar-me,
Antes, olhos, cegueis, do que eu perder-me.

http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/picaros.html#6 (Acesso em 19 de maio de 2010)

Texto II

Minha rica Mulatinha
desvelo, e cuidado meu,
eu já fora todo teu,
e tu foras toda minha:
juro-te, minha vidinha,
se acaso minha qués ser,
que todo me hei de acender
em ser teu amante fino
pois por ti já perco o tino,
e ando para morrer.

http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/Mariquita.html#-1 (Acesso em 19 de maio de 2010)

APONTE as diferenças no que diz respeito ao conteúdo e à forma.


QUESTÃO 34 (Descritor: Interpretar o poema e reconhecer o aspecto crítico destacado em cada estrofe.)

Nível de dificuldade: média.

Assunto: Gregório de Matos – poesia satírica.

A veia satírica de Gregório de Matos rendeu-lhe o apelido de Boca do Inferno. Seus poemas não poupavam ninguém: nem as autoridades, nem o clero, nem os poderosos. Leia o soneto a seguir.

Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia

A cada canto um grande conselheiro,
Quer nos governar cabana e vinha, *
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um frequente olheiro,
Que a vida do vizinho, e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Para a levar à Praça e ao Terreiro.
Muitos mulatos desavergonhados
Trazidos pelos pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia.*
Estupendas usuras nos mercados,
Todos os que não furtam muito pobres:
E eis aqui a cidade da Bahia.

http://educaterra.terra.com.br/literatura/barroco/barroco_17.htm (Acesso em 19 de maio de 2010.)

Neste soneto, o autor critica os setores político, social e econômico da sociedade. Analise o poema e DETERMINE em que estrofe se localiza cada critica.

QUESTÃO 35 (PISM I - Triênio 2007-2009) (Descritor: Interpretar texto do século XVIII e transportá-lo para a situação política atual.)

Nível de dificuldade: difícil.

Assunto: Cartas Chilenas, Tomás Antônio Gonzaga.

Leia o texto a seguir, selecionado das Cartas Chilenas.

“Chegou à nossa Chile a doce nova

de que real infante recebera

bem digna do leito, casta esposa.

Reveste-se o paxá de um gênio alegre

E, para bem furtar os seus desejos,

Quer que, a despesas do Senado e do povo,

Arda em grandes festins a terra toda.”

GONZAGA, T. A. Cartas Chilenas. p. 829. Pág. 4

No texto das Cartas Chilenas, há críticas severas e bem atuais à forma de organização política do Brasil, na qual não se estabelecem limites entre o público e o privado. EXPLIQUE como o fragmento da Carta V, citado acima, deixa clara essa crítica.

QUESTÃO 36 (Descritor: Interpretar os poemas e perceber a qual vertente temática cada um deles pertence dentro da obra do autor.)

Nível de dificuldade: média.

Assunto: Bocage: sonetos e temas.

Manuel Maria Barbosa Du BOCAGE: o maior expoente da poesia árcade portuguesa, é considerado um dos três maiores sonetistas de Portugal, ao Lado de Camões e do poeta realista Antero de Quental.

Em sua obra, trabalhou três vertentes temáticas. Leia os três poemas a seguir.

Texto I

Olha, Marília, as flautas dos pastores

Que bem que soam, como estão cadentes!

Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes

Os Zéfiros brincar por entre as flores?

Vê como ali beijando-se os Amores

Incitam nossos ósculos ardentes!

Ei-las de planta em planta as inocentes,

As vagas borboletas de mil cores!

Naquele arbusto o rouxinol suspira,

Ora nas folhas a abelhinha pára,

Ora nos ares sussurrando gira:

Que alegre campo! Que manhã tão clara!

Mas ah! Tudo o que vês, se eu te não

Mais tristeza que a morte me causara.

http://galaaz67.vilabol.uol.com.br/Hist_Arte.pdf (Acesso em 21 de maio de 2010)

Texto II

Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões, que me arrastava;
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana.
De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe a Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua orgia dana.
Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.
Deus, oh Deus!... Quando a morte à luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=339#ixzz0ocBBBBVQ (Acesso em 21 de maio de 2010)

Texto III

Magro, de olhos azuis, carão moreno,

Bem servido de pés, meão na altura,

Triste de facha, o mesmo de figura,

Nariz alto no meio, e não pequeno;

Incapaz de assistir num só terreno,

Mais propenso ao furor do que à ternura;

Bebendo em níveas mãos, por taça escura,

De zelos infernais letal veneno;

Devoto incensador de mil deidades

(Digo, de moças mil) num só momento,

E somente no altar amando os frades,

Eis Bocage em quem luz algum talento;

Saíram dele mesmo estas verdades,

Num dia em que se achou mais pachorrento

http://cre.escacilhastejo.org/exposicoes_realizadas/bocage/poemas.pdf (Acesso em 21 de maio de 2010.)

Qual é a vertente poética do autor a que pertence cada um dos poemas? COMPROVE sua resposta com trechos dos textos.


QUESTÃO 37 (Descritor: Interpretar os textos e perceber o aspecto solicitado em cada um deles.)

Nível de dificuldade: médio.

Assunto: Marília de Dirceu – partes I e II, Tomás Antônio Gonzaga.

A considerada pela crítica obra maior do poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) são As Liras de Marília de Dirceu, ou, simplesmente, Marília de Dirceu. É uma obra composta por duas partes. Leia alguns fragmentos.

PARTE I

Lira I

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d' expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!

Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!

Mas tendo tantos dotes da ventura,
Só apreço lhes dou, gentil Pastora,
Depois que teu afeto me segura,
Que queres do que tenho ser senhora.
É bom, minha Marília, é bom ser dono
De um rebanho, que cubra monte, e prado;
Porém, gentil Pastora, o teu agrado
Vale mais q'um rebanho, e mais q'um trono.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!

PARTE II

“Eu, Marília, não fui nenhum Vaqueiro,

Fui honrado Pastor da tua aldeia;

Vestia finas lãs, e tinha sempre

A minha choça do preciso cheia.

Tiraram-me o casal, e o manso gado,

Nem tenho, a que me encoste, um só cajado.

Para ter que te dar, é que eu queria

De mor rebanho ainda ser o dono;

Prezava o teu semblante, os teus cabelos

Ainda muito mais que um grande Trono.

Agora que te oferte já não vejo

Além de um puro amor, de um são desejo.

Se o rio levantado me causava,

Levando a sementeira, prejuízo,

Eu alegre ficava apenas via

Na tua breve boca um ar de riso.

Tudo agora perdi; nem tenho o gosto

De ver-te aos menos compassivo o rosto.

Ah! minha Bela, se a Fortuna volta,

Se o bem, que já perdi, alcanço, e provo;

Por essas brancas mãos, por essas faces

Te juro renascer um homem novo;

Romper a nuvem, que os meus olhos cerra,

Amar no Céu a Jove, e a ti na terra.”

http://www.jayrus.art.br/Apostilas/LiteraturaBrasileira/ArcadisPreromant/Tomas_Antonio_Gonzaga.htm

(Acesso em 22 de maio de 2010.)

O sentimento de cada uma das partes é bastante diferente. REDIJA um parágrafo demonstrando esses sentimentos. JUSTIFIQUE sua resposta com trechos dos textos.

QUESTÃO 38 (Descritor: Comparar textos de épocas diferentes, com aspectos formais)

Nível de dificuldade: média.

Assunto: Arcadismo épico.

O Arcadismo recebe o nome de Neoclassicismo por ter bebido nas fontes da Antiguidade Clássica e no próprio Classicismo para produzir seus textos.

Sendo assim, o maior modelo para nossos autores épicos brasileiros foi a epopeia Os Lusíadas, do poeta português Luís Vaz de Camões. Pensando no poema lusitano, leia os fragmentos a seguir.

TEXTO I – Canto IV, de O Uraguai, escrito por Basílio da Gama.

“Cansada de viver, tinha escolhido

Para morrer a mísera Lindóia.

Lá reclinada, como que dormia,

Na branda relva e nas mimosas flores,

Tinha a face na mão, e a mão no tronco

De um fúnebre cipreste, que espalhava

Melancólica sombra. Mais de perto

Descobrem que se enrola no seu corpo

Verde serpente, e lhe passeia, e cinge

Pescoço e braços, e lhe lambe o seio.

Fogem de a ver assim, sobressaltados,

E param cheios de temor ao longe;

E nem se atrevem a chamá-la, e temem

Que desperte assustada, e irrite o monstro,

E fuja, e apresse no fugir a morte.

Porém o destro Caitutu, que treme

Do perigo da irmã, sem mais demora

Dobrou as pontas do arco, e quis três vezes

Soltar o tiro, e vacilou três vezes

Entre a ira e o temor. Enfim sacode

O arco e faz voar a aguda seta,

Que toca o peito de Lindóia, e fere

A serpente na testa, e a boca e os dentes

Deixou cravados no vizinho tronco.”

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000094.pdf (Acesso em 22 de maio de 2010.)

TEXTO II – Canto IV, de Caramuru, escrito pelo Frei Santa Rita Durão.

“Tão dura ingratidão menos sentira,

E esse fado cruel doce me fora,

Se a meu despeito triunfar não vira

Essa indigna, essa infame, essa traidora:

Por serva, por escrava te seguira,

Se não temera de chamar Senhora

A vil Paraguaçu, que sem que o creia,

Sobre ser-me inferior, é néscia, e feia.

XLI

Enfim, tens coração de ver-me aflita,

Flutuar moribunda entre estas ondas;

Nem o passado amor teu peito incita

A um ai somente, com que aos meus respondas:

Bárbaro, se esta fé teu peito irrita,

(Disse, vendo-o fugir) ah não te escondas;

Dispara sobre mim teu cruel raio...

E indo a dizer o mais, cai num desmaio.

XLII

Perde o lume dos olhos, pasma, e treme,

Pálida a cor, o aspecto moribundo,

Com mão já sem vigor, soltando o leme,

Entre as falsas escumas desce ao fundo:

Mas na onda do mar, que irado freme,

Tornando a aparecer desde o profundo;

Ah Diogo cruel! disse com mágoa,

E sem mais vista ser, sorveu-se n’água.”

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000099.pdf (Acesso em 22 de maio de 2010.)

Os mais importantes poemas épicos produzidos no Brasil árcade foram O Uraguai, de Basílio da Gama (1741-1795) e Caramuru, de Frei Santa Rita Durão (1722-1784), de cujos fragmentos você leu.

Com relação à forma, você deve ter percebido que são bastante diferentes.

Pensando no aspecto formal, CLASSIFIQUE os fragmentos observando se estes seguem ou não o modelo camoniano.

QUESTÃO 39 (Descritor: Inferir a ideologia presente no texto literário lido.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Caramuru, de Frei Santa Rita Durão.

Frei Santa Rita Durão (1722-1784) escreveu um dos principais poemas épicos brasileiros, Caramuru. O texto tem como tema central a vinda de Diogo Álvares Correia para o Brasil. Um dos episódios trata do casamento do português, que escolhe a Índia Paraguaçu como esposa. Leia.

“LXXVIII

Paraguaçu gentil (tal nome teve)

Bem diversa de Gente tão nojosa;

De cor tão alva, como a branca neve;

E donde não é neve, era de rosa:

O nariz natural, boca mui breve,

Olhos de bela luz, testa espaçosa:

De algodão tudo o mais, com manto espesso,

(...)

LXXXIX

E esta fé (lhe diz) Esposa em Deus querida,

Guardar-te hoje prometo em laço eterno,

Até banhar-te n’água prometida,

Por cândida afeição de amor fraterno:

Amor, que sobreviva à própria vida;

Amor, que preso em laço sempiterno,

Arda depois da morte em maior chama;

Que assim trata de amor, quem por Deus ama.

XC

Esposo (a bela diz) teu nome ignoro;

Mas não teu coração, que no meu peito

Desde o momento, em que te vi, que o adoro:

Não sei se era amor já, se era respeito:

Mas sei do que então vi, do que hoje exploro,

Que de dois corações um só foi feito.

Quero o Batismo teu, quero a tua Igreja,

Meu Povo seja o teu, teu Deus meu seja.”

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000099.pdf (Acesso em 22 de maio de 2010.)

Tanto na caracterização de Paraguaçu tanto no que se diz na segunda e na terceira estrofes do recorte, fica explícita certa ideologia que não condiz com os princípios iluministas predominantes no momento. Que ideologia é esta? Justifique sua resposta com fragmentos do texto.


QUESTÃO 40 (Descritor: Perceber na imagem – escultura – características do estilo artístico estudado.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Esculturas de Aleijadinho – Barroco anacrônico.

 

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Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), o Aleijadinho, foi o maior escultor barroco brasileiro. DESTAQUE pelo menos duas características do Barroco presentes nas imagens acima.

GABARITO DAS QUESTÕES DISCURSIVAS

QUESTÃO 25

O Classicismo recupera da Antiguidade o conceito de mimese, imitação. Assim sendo, se considerássemos “Monte Castelo” nesse olhar, os fragmentos utilizados são similares aos originais; portanto, ocorre mimese. Com relação a plágio (roubo intelectual), esta era uma ideia que não existia no período clássico, exatamente pela retomada da mimese. Na modernidade, por sua vez, o que a canção nos mostra é um jogo intertextual entre o poema camoniano e o fragmento bíblico, literalmente tecido (transformado em texto) pelo compositor. Sendo assim, não há plágio.

QUESTÃO 26

Espera-se que o aluno perceba que Camões anteviu as distorções presentes no cotidiano, ao que ele chamou de “desconcerto do mundo”, e que as pessoas atualmente chamam de “Lei de Murphy”. Tanto o texto I quanto as máximas do texto II são exemplos dessas mesmas situações.

QUESTÃO 27

Espera-se que um poema épico, por sua própria definição (contar a história de um povo e construir um herói), apresente sempre aspectos positivos em relação ao povo retratado. No caso do episódio do Velho do Restelo, este critica a ambição desmedida dos navegantes portugueses, rechaça o próprio ato da viagem, ou seja, nega aquilo de mais importante que move esta epopeia. É uma fala estranha por ser dissonante em relação ao texto como um todo, o que é enfatizado em relação ao momento em que esta se dá, que é no porto, no início da viagem.

QUESTÃO 28

Ambos os textos refletem sobre as perdas e dificuldades enfrentadas perante as conquistas ambicionadas. O texto de Fernando Pessoa, porém, termina de forma otimista com a bela imagem do mar espelho do céu, além de afirmar que tudo vale a pena para grandes homens.

QUESTÃO 29

Espera-se que o aluno perceba que a canção “Índios” apresenta o choque de culturas característico do descobrimento, com um eu lírico arrependido de ter se entregado ao branco, pesaroso por ter se mostrado inocente perante a sedução do europeu. É possível inferir, inclusive, uma crucificação do indígena, a ideia do sacrifício, o martírio pelo qual o índio efetivamente passou (e, por vezes, ainda passa) ao longo de todo o processo colonial.

QUESTÃO 30

O conceptismo de Vieira é claro no texto. Tal técnica, que consistia em jogos de raciocínios, pode ser percebida quando o padre procura convencer o ouvinte da fineza do amor de Cristo em comparação a outras formas de amor, e o faz exemplificando o amor do Senhor por Judas, aquele que o traiu. O raciocínio é espiralado, mas objetivo.

Em Gregório, o cultismo se faz na construção de imagens que as antíteses presentes no texto apresentam ao leitor (a rosa derrete a neve ou a neve desfolha a rosa / o vermelho e o branco / o rubi e a prata). Talvez, numa leitura mais erotizada, o próprio pudor e a sedução.

QUESTÃO 31

Na primeira estrofe, há um jogo de palavras entre todo e parte, bem característico do cultismo. Visualizamos algo que se faz e desfaz, como um quebra-cabeças. A partir da segunda estrofe, porém, o eu lírico começa a discutir o problema (conceptismo) do conceito do sagrado, mostrando que se Deus está em todas as partes (Deus “todo”), ele também está na parte quebrada da imagem de Jesus (o braço da imagem é representação deste todo) e deve ser respeitado.

QUESTÃO 32

A metalinguagem consiste num uso que se faz da linguagem para explicar a si mesma, seu emprego, seus recursos. O Sermão da Sexagésima é metalinguístico por se tratar de uma pregação que versa sobre a arte de pregar. Vieira está questionando, de forma conceptista, por que o trabalho dos jesuítas tem resultado, na época, em poucas conversões.

QUESTÃO 33

Para as mulheres brancas, Gregório de Matos escrevia sonetos (considerados uma forma maior de texto), com linguagem elevada e elogios. Era sua lírica-amorosa. Para as negras e as mulatas, ele usava o popular redondilha maior, medieval, muitas vezes sendo grosseiro, com termos chulos. Trata-se de sua poesia erótica.

QUESTÃO 34

A primeira estrofe traz uma crítica política (“A cada canto um grande conselheiro”). A segunda, uma social (“Em cada porta um frequente olheiro”). Já a terceira repete a questão social (ou até econômica, pensando o valor de propriedade do escravo: “Muitos mulatos desavergonhados”). Por fim, a quarta estrofe explora o aspecto econômico (“Estupendas usuras nos mercados”).

QUESTÃO 35

Para a questão proposta, espera-se do aluno abordar os seguintes pontos:

a) contextualizar o fragmento, a saber, a notícia de casamento do infante português e a decisão do governador de Vila Rica de, desacatando a ordem do rei, comemorar o evento com grande pompa, utilizando, para tal, verbas públicas;

b) relacionar esse episódio com a atual situação política do país, evidenciando a existência de uma cultura política marcada pela corrupção (desvio de verbas públicas para fins privados).

Obs.: A resposta deveria levar em conta o tom crítico da obra e, sobretudo, fundamentar-se em elementos do trecho selecionado.

QUESTÃO 36

O primeiro poema pertence à vertente árcade do autor, o que pode ser provado pelo cenário bucólico e pastoril no qual o texto se constrói, além da mitologia. O segundo é pré-romântico, no qual Bocage antecipa a morbidez da segunda geração do Romantismo brasileiro, com a evasão pela morte. O terceiro, por fim, é satírico, texto no qual o autor traça um autorretrato bem humorado de si mesmo.

QUESTÃO 37

Na primeira parte das Liras, Tomás Antônio Gonzaga estava livre, a Inconfidência ainda não acontecera. Assim sendo, tudo eram alegrias, o texto é explicitamente árcade, transbordante de bucolismo (“É bom, minha Marília, é bom ser dono / De um rebanho, que cubra monte, e prado; / Porém, gentil Pastora, o teu agrado / Vale mais q'um rebanho, e mais q'um trono.”).

Na segunda parte, porém, o autor já havia sido preso e estava à espera de sua sentença. A tristeza, portanto, era enorme. Sendo assim, o eu lírico ressalta suas perdas e seu afastamento de Marília (“Tudo agora perdi; nem tenho o gosto / De ver-te ao menos compassivo o rosto.”).

QUESTÃO 38

Enquanto Santa Rita Durão segue o modelo camoniano (10 cantos, decassílabos heroicos, estrofes em oitava rima), Basílio da Gama inova, trabalhando com 5 cantos, estrofação livre e versos decassílabos brancos.

QUESTÃO 39

A ideologia aí predominante é a ideologia cristã. O amor declarado entre as personagens é um amor divino, fala-se em Batismo, há um recato em Paraguaçu que, além de estar toda coberta, segue o padrão de beleza europeu (sua pele é branca). Por fim, vale lembrar que o autor da obra, Frei Santa Rita Durão, pertencia à Igreja, o que também justifica tais ideais.

QUESTÃO 40

O detalhamento é a grande marca de Aleijadinho: os cabelos das figuras, as dobras dos tecidos, o olhar intenso de Cristo e do anjo, a delicadeza dos dedos do anjo, os dedos, todos esses elementos são exemplos importantes das minúcias do artista. Além disso, há uma tensão emocional nas imagens, algo como dor e êxtase, que representam o fusionismo barroco.

Gregório de Matos e Bocage – Exercício com gabarito

Nas questões abaixo vamos trabalhar com dois autores muito importantes para a Literatura Brasileira. Através deles vamos estudar as características do período e também conhecer alguns dos textos mais importantes dos períodos citados. É muito importante abordar a Literatura no Enem porque as questões de interpretação bem como as questões de gramática podem fazer uso desse tipo de texto para abordar os conteúdos presentes no edital. Ao final, confira o gabarito.

Exercícios de Literatura com Bocage e Gregório de Matos

QUESTÃO 1 (Descritor: Interpretar os fragmentos e relacioná-los com os temas propostos.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Temas na poética de Gregório de Matos.

Gregório de Matos Guerra (1636-1695) foi o maior expoente poético do Barroco brasileiro. Seus poemas foram intensos em todas as vertentes temáticas com as quais trabalhou. Esses temas estão destacados na coluna II. A coluna I, por sua vez, traz fragmentos de sonetos do autor.

Faça a correspondência entre estrofe e tema, e assinale a alternativa cuja sequência está CORRETA.

COLUNA I

I. “Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,
Da vossa alta clemência me despido,
Porque quanto mais tenho delinquido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.”

II. “Senhor Antão de Sousa de Menezes,
Quem sobe ao alto lugar, que não merece,
Homem sobe, asno vai, burro parece,
Que o subir é desgraça muitas vezes.”

III. “Discreta e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora,
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos e boca, o Sol e o dia:”

IV. “Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido:”

V. “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.”

COLUNA II

1. Poesia satírica

2. Poesia religiosa

3. Poesia lírico-amorosa

4. Poesia filosófica

a) I – 2; II – 4; III – 3; IV – 1; V – 4.

b) I – 4; II – 2; III – 3; IV – 3; V – 1.

c) I – 2; II – 1; III – 2; IV – 3; V – 4.

d) I – 1; II – 3; III – 4; IV – 1; V – 2.

e) I – 2; II – 1; III – 3; IV – 3; V – 4.

QUESTÃO 2 (Descritor: Interpretar o poema e analisar as alternativas.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Gregório de Matos – poesia religiosa.

A poesia sacra de Gregório de Matos (1636-1690) é transbordante de fé. Leia-a.

BUSCANDO A CRISTO

A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.
A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados,
A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me.
A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.

http://www2.ufba.br/~gmg/buscand.html (Acesso em 19 de maio de 2010.)

Analise o poema e assinale a alternativa CORRETA.

a) Os olhos eclipsados de Cristo apresentam um olhar para o Sol e a Lua, concomitantemente.

b) O poema apresenta rica linguagem figurada, especialmente com antíteses e paradoxos.

c) É incoerente os braços de Cristo estarem abertos e cravados ao mesmo tempo.

d) A figura descrita está adormecida: cabeça baixa, divinos olhos, olhos fechados.

e) O poema enfatiza apenas braços, olhos e pés da figura humana descrita.

atividades de literatura para enem

QUESTÃO 3 (Descritor: Interpretar o texto e reconhecer as vertentes temáticas do autor.

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Bocage – três vertentes temáticas.

Manuel Maria Barbosa Du BOCAGE é o mais expressivo escritor árcade português. Sua obra versa por três temáticas. Inicialmente, conheça um pouco de seus textos.

COLUNA I

I. “Deus, ó Deus!... Quando à morte a luz me roube
ganhe um momento o que perderam anos
saiba morrer o que viver não soube.”

II. “Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre flores?”

III. "Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro."

IV. «Outro Aretino fui… A santidade
manchei…Oh!, se me creste, gente ímpia,
rasga meus versos, crê na Eternidade!»

V. “Teus cabelos sutis e luminosos

Mil vistas cegam, mil vontades prendem;

E em arte aos de Minerva se não rendem

Teus alvos, curtos dedos melindrosos.”

COLUNA II

Temáticas abordadas pelo autor:

1.) árcade propriamente dita;

2.) satírica;

3.) pré-romântica.

Interprete a estrofe lida e estabeleça a relação entre estrofe e texto. A seguir, assinale a alternativa cuja sequência está ADEQUADA.

a) I – 2; II – 3; III – 2; IV – 3; V – 1.

b) I – 1; II – 1; III – 3; IV – 2; V – 3.

c) I – 2; II – 1; III – 2; IV – 3; V – 1.

d) I – 3; II – 1; III – 2; IV – 3; V – 1.

e) I – 3; II – 2; III – 3; IV – 1; V – 2.


QUESTÃO 4 (Descritor: Interpretar o texto e classificar os lemas árcades que nele estão presentes.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Lemas árcades.

Os poetas árcades construíam, em seu mundo literário, uma temática que fugia ao mundo real. Enquanto a realidade histórica expressava agitação, a literária demonstrava paz e tranquilidade. Leia a estrofe abaixo, do poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.

“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que viva de guardar alheio gado;

De tosco trato, d’expressões grosseiro,

Dos frios gelos, e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal, e nele assisto;

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!”

http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/marilia.html#I-I (21/05/2010)

Dos lemas árcades estudados por você, apenas NÃO se encaixa no poema

a) carpe diem

b) inutilia truncat

c) fugere urbem

d) locus amoenus

e) áurea mediocritas

Saiba mais sobre o que estes assuntos

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Gabarito dos exercícios

QUESTÃO 1

E

QUESTÃO 2

B

QUESTÃO 3

D

QUESTÃO 4

A

51 exercícios sobre Romantismo com gabarito

assinar descomplica-enem-redação-nota-1000Esta é uma lista de exercícios de Romantismo para os alunos que estão revisando este período literário que, junto com o Modernismo, está bastante presente nas provas do Enem. É importante dizer que o Romantismo trouxe importantes contribuições literárias que mudaram os rumos da Literatura no Brasil. Coloquei o gabarito nos exercícios e isso pode ser uma dificuldade para alguns, mas creio que , quem deseja dá um jeito. Basta para isso, lembrar que a Literatura no Enem é uma parte muito importante até nas questões de interpretação de texto. Espero que seja bastante útil.

40 exercícios de Literatura com gabarito

assinar descomplica-enem-redação-nota-1000Esta é uma lista de 40 exercício de Literatura selecionados e divididos conforme o assunto de que tratam. É uma adaptação de um material que usei nas minhas aulas de Português neste começo de ano no Ensino Médio. A Literatura é, muitas vezes, deixada de lado nas aulas porque parece existir uma preferência por ensinar Gramática. Sei da importância da gramática para a escrita, pois é uma ferramenta essencial para correção e melhora das ideias. A Literatura, no entanto, aguça os sentidos para a interpretação de texto. isso é o carro-chefe de provas como a do Enem. Por isso mesmo vejo com ótimos olhos quando me perguntam se o Descomplica é bom para o Enem e se lá tem aulas de Literatura. Posso dizer com segurança que sim e indicar aqui em meu site, inclusive para alunos. Bons estudos e, ao final, confira os gabaritos.

Questão de Literatura sobre lírica camoniana

No exercício de hoje vamos discutir um pouco a respeito da presença da religiosidade na lírica camoniana. Como se sabe, Camões é um dos maiores escritores da literatura mundial. Tenho reiteradamente falado sobre ele nas minhas aulas de literatura e abordo o fato de que quem deseja ir bem nas provas de literatura que aparecem nos vestibulares específicos como o da Fuvest, precisam estudar com material de qualidade como os que tenho publicado aqui, mas também usando os recursos de mídia como as aulas em vídeo do Descomplica.

Literatura de Camões

QUESTÃO 01 (Descritor: Refletir sobre a presença da religiosidade cristã dentro da lírica camoniana, no momento antropocêntrico da renascença.)
 
Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Camões lírico e religiosidade cristã.

Leia os textos a seguir.

Texto 1

Sete anos de pastor Jacó servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prêmio pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.
Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assi negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,
Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: – Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!
CAMÕES, Luís Vaz de. “Sete anos de pastor Jacó servia”. In Lírica. 16. ed. São Paulo: Cultrix, 1996, p.108.
Texto 2
Gênesis 29, 16-30
16 Ora, Labão tinha duas filhas: a mais velha se chamava Lia e a mais nova Raquel. 17 Os olhos de Lia eram meigos, porém, Raquel tinha um belo porte e um lindo rosto.18 E Jacó amou Raquel. Então Jacó disse a Labão: “Eu o servirei durante sete anos em troca de tua filha menor, Raquel”. 19 Labão respondeu: “É melhor dá-la a você que a outro qualquer. Fique comigo.”
20 Jacó serviu sete anos por Raquel, e estava tão apaixonado que os anos lhe pareceram dias. 21 Depois Jacó disse a Labão: me dê minha mulher para que eu viva com ela. 22 Então, Labão reuniu todos os homens do lugar e lhes ofereceu um banquete. 23 À noite, pegou sua filha Lia e a levou para Jacó. E Jacó dormiu com ela. 24 E Labão deu sua serva Zelfa como serva para sua filha Lia. 25 NA manhã seguinte, Jacó descobriu que era Lia e disse a Labão: “O que você fez comigo? Não foi por Raquel que eu o servi? Por que você me enganou?” 26 Labão respondeu: Em nossa região não é costume que a mais nova se case antes da mais velha. 27 Termine esta semana de núpcias, e eu lhe darei também a outra em troca do serviço que você me fará durante outros sete anos.
28 Jacó aceitou. Terminou sua semana de núpcias, e Labão lhe deu sua filha Raquel como mulher. 29 Labão deu sua serva Bala como serva para sua filha Raquel. 30 Jacó uniu-se a Raquel, e amou a Raquel mais do que a Lia. E serviu na casa de seu tio outros sete anos.

BÍBLIA SAGRADA – Edição Pastoral. São Paulo: Paullus, 1990, p. 41
Agora, analise as afirmativas:

I. Em meio à efervescência antropocêntrica do Renascimento, o Texto 1 tem como fonte o texto 2, bíblico, num movimento intertextual.
II. Nos sonetos, o poeta negava o uso da mitologia Greco-latina, abrindo espaço para a religiosidade cristã.
III. Camões, com a linguagem poética presente no soneto, enfatiza a história amorosa vivida por Jacó.

Está(ão) CORRETA(S):
 
a) apenas I e II.
b) apenas I e III.
c) apenas II e III.
d) apenas I.
e) I, II e III.

Resposta: B

Gabarito dos exercícios introdutórios de Literatura

acesse aqui o descomplica invertidaEsta é uma lista com o gabarito dos exercícios de literatura que publiquei recentemente aqui. você pode acessar o artigo com as questões clicando neste link. Todas as respostas são apenas sugestões para melhor ajudar aqueles que estão se preparando para o Enem. Falei lá no artigo que outra maneira bastante eficaz de estudar é por meio de aulas em vídeo e que a melhor opção é o Descomplica hoje em dia. Me perguntam se o Descomplica é bom e posso garantir, como professor e assinante, que é uma verdadeira mina de ouro o conteúdo dali.

40 exercícios introdutórios de Literatura → Enem

Estes são alguns exercícios revisionais para estudar Literatura no Enem e para vestibulares. A Literatura não se resume, é claro, ao Modernismo. É necessário ir além e estudar , pra começar, a diferença entre texto literário e Não Literário. Nos dias que antecedem o Enem isso tem sido mais e mais comentado por conta da prova do Enem. No descomplica, em suas ultimas aulas revisionais para o Enem abordou estas questões. Trouxe para cá para que meus leitores não fiquem para trás porque só quem é assinante poderá ver as últimas 12 horas de aulas de revisão. Estas aulas são chamadas de 12h Nerds. caso queria vez, clique aqui. Bem, Além do conceito de literário e não-literário, você verá os primeiros movimentos literários organizados. Trovadorismo pé um dos assuntos abordados aqui também. Se quiser conferir o gabarito destes exercícios, clique aqui.

Atividades sobre termos ligados ao nome

exercício-enem-interpretacao-descomplica (8)Tenho abordado em sala de aula algumas questões de interpretação de texto e gramática com os terceiros anos afim de melhor prepará-los para as provas que terão de fazer. Há alguns que farão Enem, outros farão os vestibulares e ainda há os que farão apenas concursos públicos. Como aprender nunca é demais, fui desde a formação de palavras até chegar nas figuras de linguagem. Estes exercícios abaixo usei numa aula sobre termos ligados ao nome. Caso queira ver mais exercícios de Português para se preparar melhor, veja os que publiquei lá no meu novo projeto, o queropassar.net. Aproveite e deixe um comentário ali.

Exercícios sobre gramática natural e normativa

Dia a dia tenho visto em sala de aula os alunos um pouco perdidos no que se refere a interpretação de textos. Isso é normal visto que não são muitos que têm o hábito da leitura. Mas temos progredido à medida que estudamos sistematicamente a Língua Portuguesa. Nas aulas de Produção de Texto, por exemplo, falamos a respeito de gêneros textuais por meio de exemplos (veja aulas sobre esse assunto aqui). Digo que os gêneros são tão diversos quanto são as situações comunicativas e que, qualquer um que vá fazer o Enem ou vestibulares, deve saber bem o que são e quais as características dos principais gêneros textuais. Para ajudar meus alunos e os leitores aqui do blog quero propor uma atividade interessante sobre interpretação de textos. Ao final coloquei também o gabarito.

Texto para as questões de 1 a 5.

Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira. Certa manhã, ao deixar o metro por engano numa estação azul igual à dela, com um nome semelhante à estação da casa dela, telefonei da rua e disse: aí estou chegando quase. Desconfiei na mesma hora que tinha falado besteira, porque a professora me pediu para repetir a sentença. Aí estou chegando quase... havia provavelmente algum problema com a palavra quase. Só que, em vez de apontar o erro, ela me fez repeti-lo, repeti-lo, repeti-lo, depois caiu numa gargalhada que me levou a bater o fone. Ao me ver à sua porta teve novo acesso, e quanto mais prendia o riso na boca, mais se sacudia de rir com o corpo inteiro. Disse enfim ter entendido que eu chegaria pouco a pouco, primeiro o nariz, depois uma orelha, depois um joelho, e a piada nem tinha essa graça toda. Tanto é verdade que em seguida Kriska ficou meio triste e, sem saber pedir desculpas, roçou com a ponta dos dedos meus lábios trémulos. Hoje porém posso dizer que falo o húngaro com perfeição, ou quase. Quando de noite começo a murmurar sozinho, a suspeita de um ligeiríssimo sotaque aqui e ali muito me aflige. Nos ambientes que frequento, onde discorro em alta voz sobre temas nacionais, emprego verbos raros e corrijo pessoas cultas, um súbito acento seria desastroso. Para tirar a cisma, só posso recorrer a Kriska, que tampouco é muito confiável; a fim de me segurar ali comendo em sua mão, como talvez deseje, sempre me nega a última migalha. Ainda assim, volta e meia lhe pergunto em segredo: perdi o sotaque? Tinhosa, ela responde: pouco a pouco, primeiro o nariz, depois uma orelha... E morre de rir, depois se arrepende, passa as mãos no meu pescoço e por aí vai.

BUARQUE, Chico. Budapeste. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 5.

1. Considerando os conceitos comentados sobre gramática natural e normativa, classifique o enunciado "Aí estou chegando quase..." como gramatical, agramatical, certo ou errado. Justifique sua resposta.acesse aqui o descomplica invertida

2. Releia o trecho: "Nos ambientes que frequento, onde discorro em alta voz sobre temas nacionais, emprego verbos raros e corrijo pessoas cultas, um súbito acento seria desastroso".

a) A que tipo de correção se refere o narrador?

b) Por que seria desastroso um súbito acento?

3. O que permite à professora criar uma "piada"?

4. Em certo trecho, o narrador emprega um recurso linguístico para passar a noção de intensificação. Aponte-o.

5. O narrador emprega, ao longo do trecho transcrito, fundamentalmente, dois tempos verbais. Quais são? Justifique o emprego deles.

Texto para as questões de 6 a 9.

carta

6. Que tipo de linguagem é empregada numa carta enigmática?

7. A carta enigmática trabalha com um código secreto? Justifique.

8. Que tipo de signos são empregados na carta para a representação das ideias?

9. Utilizando apenas a linguagem verbal, responda: O que está escrito na carta?

Para acessar o gabarito, clique aqui e veja o texto em nosso grupo do Facebook.

botao-gabarito

Atividades de formação de palavras e categorias lexicais

estudosRecentemente trabalhei com meus alunos em sala de aula algumas questões de formação de palavras. Revisávamos os processos de formação e, depois, as categorias lexicais. Estudamos os substantivos e adjetivos inicialmente. Como temos a possibilidade de usar projetor em sala de aula, levei estas questões que, projetadas, possibilitavam um ganho de tempo e economia em xerox. Espero que ajude você também a montar suas avaliações e litas de exercícios preparando seus alunos para os vestibulares de fim de ano ou avaliações bimestrais.